<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338</id><updated>2011-10-11T19:21:08.542+01:00</updated><title type='text'>Call of Cthulhu</title><subtitle type='html'>As aventuras e desventuras de um grupo de intrépidos investigadores dos Loucos Anos 30 contra a ameaça do Mythos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-6323135944818861068</id><published>2011-04-23T16:04:00.000+01:00</published><updated>2011-04-23T16:04:43.572+01:00</updated><title type='text'>NPCs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Erica Carlyle&lt;/strong&gt; - Irmã de Roger Carlyle.&amp;nbsp;Odeia o irmão principalmente porque este quase arruinou a fortuna da família. Para si, a morte de Roger foi o melhor que podia ter acontecido à família. Actualmente gere a fortuna Carlyle, o que torna a sua agenda bastante ocupada. Guarda consigo os últimos pertences de Roger, uma colecção de livros que o irmão lia avidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Jackson Elias&lt;/strong&gt; - Autor, aventureiro e investigador. Especializou-se em estudar seitas e cultos de sangue. Objectivo e corajoso, calcorreou os quatro cantos do mundo, infiltrando os cultos mais perigosos e expondo as suas práticas em livros. Recentemente, expôs elementos relacionados com a Expedição Carlyle de 1919, o que poderá ter levado à sua morte. Elias parecia bastante perturbado aquando da sua chegada a Nova Iorque como o comprovam as suas notas pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Jonah Kensington -&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Grande amigo de Jackson Elias. Proprietário da Prospero House, uma pequena editora de livros com temáticas específicas. Recusa-se a ficar parado na investigação da morte do amigo e pediu aos investigadores que tentassem saber mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-6323135944818861068?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/6323135944818861068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=6323135944818861068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6323135944818861068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6323135944818861068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2011/04/npcs.html' title='NPCs'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-4953533051713367488</id><published>2011-04-23T15:50:00.001+01:00</published><updated>2011-04-26T11:39:23.237+01:00</updated><title type='text'>Capítulo II - A Casa do Ju Ju</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/ny_street.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="158" i8="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/ny_street.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Lexington Avenue&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os livros de Jackson Elias eram avidamente procurados por um círculo restrito de leitores, pelos seus temas sinistros, mas meticulosamente pesquisados. Arriscando a sua vida, Elias tinha viajado pelos quatro cantos do mundo estudando as mais perigosas seitas e cultos, e os seus pergaminhos&amp;nbsp;eram sempre entregues ao seu amigo e confidente, Jonah Kensington, proprietário da pequena editora, Prospero House em Lexington Avenue. Foi aí que Robert Crosland e Salome Carter se dirigiram, no dia após a morte de Elias, para tentar entender o que poderia ter levado à sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kensington era um homem mediano, mas de farta barba e cabelos grisalhos, com a boca perpetuamente retraída, num trejeito pensativo. As notícias já tinham chegado aos seus ouvidos pela boca dos inspectores da polícia que o tinham visitado nessa manhã para o interrogar sobre as actividades de Elias. A visita de Robert e Salome foi bem recebida pelo editor que se dispôs a ajudar no que fosse necessário. Apesar das diligências das autoridades, Kensington não queria ficar parado. Devia-o à memória do amigo. A verdade é que Elias parecia ter-se envolvido numa nova investigação, embora Kensington não conseguisse precisar que culto estaria a investigar. As notas que Elias lhe enviara eram bastante vagas e, já nas semanas que antecederam a sua morte, revelavam uma mente seriamente perturbada. Isto, mais do que tudo, levava Kensington a acreditar que a vida de Elias corria sério perigo. Mesmo que as notas&amp;nbsp;se devessem&amp;nbsp;aos mais puros delírios fantásticos, Elias nunca tinha sido um homem dado a fantasias. Era, na verdade, bastante pragmático e objectivo, com nervos de aço. Este era o homem que investigara o culto dos &lt;em&gt;thuggee&lt;/em&gt; na Índia&amp;nbsp;e se embrenhara na selva Africana para investigar tribos selvagens que praticavam sacrifícios humanos. Nunca os seus livros tinham caído no campo da fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/NPCs/kensington.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" i8="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/NPCs/kensington.jpg" width="162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jonah Kensington&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As primeiras notas estavam escritas no estilo sóbrio e meticuloso de Elias. Escrevera-as no Quénia, quando investigara o massacre da Expedição Carlyle. Apesar de reconhecer que a morte dos membros da expedição se devera às acções de um culto denominado o Culto da Língua Sangrenta, liderado por uma misteriosa sacerdotisa, não tinha encontrado provas do culto. Apenas rumores sussurrados por temerosos nativos que falavam de horrendas criaturas aladas que saiam da montanha e raptavam crianças a meio da noite. O deus venerado pelo culto era o Deus dos Ventos Negros embora mesmo os conhecedores de obscuras mitologias Africanas tivessem não conseguissem identificar a entidade ou qual o seu papel na mitologia das tribos Africanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas as notas que Elias enviara a Kensington de Londres contrastavam com o seu estilo habitual. Escritas numa letra quase irreconhecível, com uma linguagem confusa, as notas fazia alusão a algo poderoso cuja vinda abriria muitos portais... esse poder, ou ser, teria muitas faces e muitas formas e era conhecido como Nyarlathotep. Kensington duvidava da saúde mental do amigo e, quando este lhe irrompera porta dentro no dia anterior, o editor sugerira um descanso prolongado. Mas Elias encontrava-se num estado de quase histeria e apenas murmurava que precisava de investigar umas pontas soltas. Foi a última vez que Kensington o viu. Antes de Crosland e Salome o deixarem, Kensington lembrou-lhes que o funeral de Elias seria amanhã, por volta das 10 horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brighton e von Haniel tinham-se dirigido aos escritórios da Importações Emerson, cujo cartão estava entre os pertences de Elias. No verso, alguém tinha escrito o nome Sylas N'Kwane. Falando com o proprietário da empresa, os dois homens ficam a saber que Elias tinha estado durante a tarde do dia anterior nas instalações. Elias tinha-se mostrado bastante interessado num exportador do Quénia em especial, um homem chamado Ahja Singh. A mercadoria que exportava passava pelas mãos das Importações Emerson apenas para um cliente particular no Harlem, Sylas N'Kwane.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/harlem_street.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="161" i8="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/harlem_street.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Harlem, próximo da Casa do Ju Ju&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Casa do Ju Ju estava num pátio sem saída, localizado uma zona pobre do Harlem, com filas intermináveis de casas estreitas, apinhadas e escuras. Helmut e Adriana optaram por ficar no carro à espera. Para chegar à loja, Crosland, Salome e Brighton atravessaram um pequeno túnel que os conduzia da rua ao pátio sujo e escuro. Ali se avistavam as traseiras de algumas lojas há muito fechadas e emparedadas. Apenas a Casa do Ju Ju continuava aberta, com a sua montra onde tinham sido dispostos inúmeros artefactos, talismãs e estatuetas Africanas. O interior estava apinhado de todo o tipo de objectos genuínos. Filas intermináveis de prateleiras com máscaras tribais, armas, colares e pulseiras, pequenas estátuas nos expositores e até mesmo tambores. Por detrás do balcão, um velho negro de cabelos brancos e um sorriso rasgado observava os investigadores por cima dos seus óculos redondos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fingindo interesse nos objectos em exposição, os investigadores observaram a loja mas nada saltava à vista. Era um espaço pequeno, que cheirava a madeira e a ar abafado. A única entrada e saída era apenas a porta da frente. Embora Salome tenha conseguido mencionar Elias subtilmente, o velho não demonstrava qualquer reacção. Ou não conhecia, de facto, Elias ou era um mestre a disfarçar qualquer emoção. Sem quererem forçar a investigação para não atrair demasiadas atenções, os investigadores regressaram ao carro. Adriana sugere, então, que contactem a irmã de Roger Carlyle. Sendo a pessoa mais próxima dele, talvez ela pudesse elucidar quanto às motivações do irmão e lançar alguma luz sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto os restantes regressaram aos seus afazeres, Helmut decidiu investigar melhor a loja. Usando o seu fato mais gasto, Helmut calcorreou as ruas do Harlem como um vagabundo. Habituado a fazer-se passar despercebido, seria mais um sem-abrigo a quem as pessoas não prestariam atenção. Àquela hora, a loja já estava fechada e o pátio silencioso e escuro. Sentado&amp;nbsp;entre os caixotes de lixo, Helmut fingia-se de bêbedo adormecido. A sua paciência foi recompensada quando observou N'Kwane a sair da loja na companhia de outro negro, este mais bem constituído e mais novo. Aquele negro novo seria um cliente? Duvidoso já que vestia roupas de operário. Apenas com uma centelha de suspeita, Helmut seguiu os dois rua fora quando subitamente alguém o agarrou pelo ombro e o puxou para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo III: Erica Carlyle&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-4953533051713367488?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/4953533051713367488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=4953533051713367488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4953533051713367488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4953533051713367488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2011/04/capitulo-ii-casa-do-ju-ju.html' title='Capítulo II - A Casa do Ju Ju'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/th_ny_street.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-4121626882228665177</id><published>2011-04-18T02:10:00.004+01:00</published><updated>2011-04-23T15:52:14.276+01:00</updated><title type='text'>Capítulo I: A Morte de Jackson Elias</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Helmut von Haniel chegara aos Estados Unidos há alguns anos, fugido da depressão que afectava o seu país natal, Alemanha. O pós-guerra tinha sido particularmente terrível. Helmut passara alguns meses internado num hospital de veteranos para sair ao encontro de um país destroçado. De trabalho em trabalho, Helmut tentou sobreviver. Eventualmente, partiu para o estrangeiro, atravessou o Atlãntico e, como tantos outros, chegou aos Estados Unidos. Aí, a vida não foi melhor mas Helmut era um homem determinado e foi&amp;nbsp;ganhando o suficiente para comer, viajando pela costa Leste de lés a lés. Actualmente, arranjara alguns biscates na paróquia de Arkham, onde o bom padre lhe dera um tecto e comida a troco de pequenos trabalhos. A filha do pároco, Adriana,&amp;nbsp;era uma rapariga viajada. Tinha sido&amp;nbsp;enfermeira numa missão&amp;nbsp;na China e, mais&amp;nbsp;tarde,&amp;nbsp;enfermeira nos hospitais em França durante a Grande Guerra. Regressada há pouco tempo para cuidar da saúde frágil da mãe, Adriana era incansável. Ajudava os pais na paróquia e tinha ainda tempo para conversar com Helmut. Entre ambos surgiu uma grande amizade já que o Alemão sentira ser a primeira família que realmente o acolhera com amizade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/NPCs/elias.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/NPCs/elias.jpg" width="154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jackson Elias&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Nos primeiros dias do ano de 1925, Adriana recebeu um telegrama enigmático de um grande amigo, Jackson Elias,&amp;nbsp;com quem mantivera uma correspondência activa durante os anos que se seguiram à Grande Guerra. Elias era um&amp;nbsp;escritor e investigador de seitas e cultos secretos, cujos livros, publicados em Nova Iorque, eram ávidamente procurados por um círculo restrito de interessados e estudiosos. Combatera nas trincheiras e, ferido, conhecera Adriana num hospital de campanha. Entre ambos cresceu uma forte amizade e talvez algo mais, embora nenhum dos dois admitisse. Eventualmente seguiram caminhos separados mas nunca deixaram de se corresponder. O telegrama que lhe chegava agora às mãos, revelava um tom urgente que Adriana não podia ignorar, mencionado a fatídica expedição Carlyle:&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;em&gt;Tenho informações sobre a expedição Carlyle. Stop.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;em&gt;Preciso de grupo de confiança para investigação. Stop.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;em&gt;Chego a 15 de Janeiro a NY. Stop.&lt;/em&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriana conhecia muitos dos&amp;nbsp;correspondentes de Elias, mencionados em cartas ao longo dos anos. Por telefone, entrou em contacto com o professor Robert Crosland, que vivia actualmente em Nova Iorque. Crosland recebeu a notícia com trepidação já que Elias não mencionara qualquer tipo de investigação sobre a expedição Carlyle. No mesmo dia, Adriana contactou o conhecido explorador, Charles Brighton, cuja série de expedições às costas do Antártico tinham sido bem noticiadas há alguns anos. Brighton era também um dos correspondentes frequentes de Elias e ambos haviam partilhado as suas ideias e teorias em centenas de cartas. Sem hesitar, partiu de Londres em direcção a Nova Iorque. Antevendo a partida da amiga, Helmut dispôs-se a acompanhá-la. Uma semana mais tarde, cinco pessoas reunem-se num hotel na &lt;em&gt;Big&amp;nbsp;Apple&lt;/em&gt;: Adriana Lewis, Helmut von Haniel, Charles Brighton, Robert Crosland e Salome Carter, antiga aluna de Crosland, em que ele depositiva a maior confiança.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Trocando impressões, os cinco depressa chegaram à conclusão que Elias estava sob uma grande pressão, embora qualquer discussão sobre a Expedição Carlyle era mera especulação. Os factos sobre a expedição eram bem conhecidos nos EUA: o &lt;em&gt;playboy&lt;/em&gt; e herdeiro da fortuna Carlyle, Robert, partira para o Egipto com alguns conhecidos, patrocinado pela Fundação Penhew de Londres. O seu objectivo seria descobrir os segredos do Egipto, embora as atenções do público se prendessem mais com as actividades sociais de Robert. Muitos consideravam tratar-se apenas de uma atracção publicitária e uma extravagância de um&amp;nbsp;jovem, mais conhecido pelas festas e pelos seus romances. Eventualmente, Robert sofrera uma insulação sob o sol escaldante do deserto e a expedição fora forçosamente interrompida. Os membros viajaram até ao ambiente temperado do Quénia onde esperavam recuperar, mas a desgraça abateu-se sobre a expedição, quando os seus membros foram massacrados por uma tribo local. Um inquérito culpabilizou os membros da tribo e os responsáveis foram executados.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/chelsea_hotel.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/chelsea_hotel.png" width="165" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hotel Chelsea&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Sem outros elementos, os cinco companheiros decidiram então aguardar pela chegada de Elias no dia 15. Nesse fatídico dia, Adriana recebeu uma chamada no seu hotel de Elias. A voz do amigo parecia-lhe agitada e os tiques nervosos e gaguez traiam um estado de histeria incontrolável. Apesar de todos os seus esforços, Adriana não conseguiu arrancar nada de Elias que exigiu a presença dos cinco companheiros no seu quarto, no Hotel Chelsea, às 8 horas dessa noite. À hora combinada, os cinco companheiros chegaram ao hotel e solicitaram a presença de Elias. A sua chave tinha sido levantada pelo próprio há pouco tempo e ele estava no quarto. No entanto, qualquer tentativa para o contactar da recepção era vã. Esperando alguns minutos, e sem resposta, decidem subir eles próprios e bater à porta de Elias. Quando ninguém abriu a porta, tentaram abri-la mas estava trancada. Crosland encostou o ouvido e apercebeu-se de subtis movimentos no interior. Alguns segundos depois, uma janela foi aberta. Sem hesitar, Crosland atirou-se contra a porta, com a ajuda de Brighton, e arrombou-a.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Para além dos evidentes sinais de luta, o quarto tinha sido completamente revirado. As gavetas estavam completamente escancaradas, com roupas, papéis e malas espalhadas.&amp;nbsp;Na cama, envolto em lençóis, estava o corpo inerte de Elias, ensaguentado. A sua cabeça pendia no rebordo da cama e a sua face, petrificada num esgar de dor, olhava Crosland e os companheiros com olhos vítreos. Junto à janela, dois homens negros, preparavam-se para fugir através da escada de incêndio. Instintivamente, Brighton puxou da pistola&amp;nbsp; e disparou. Crosland correu para um dos homens no parapeito para o impedir de fugir. Salome&amp;nbsp;fugiu para a recepção para&amp;nbsp;pedir ajuda. Os assassinos não pretendiam deixar-se apanhar facilmente. Cada um empunhava uma faca de aspecto exótico e brandiam-nas ameaçadoramente. Apesar de todos os seus esforços, Crosland e Helmut não conseguiram agarrar os assassinos que, tropeçando escadas abaixo, fugiram para um carro estava estacionado num beco. Helmut ainda perseguiu o carro a pé mas perdeu-o de vista, sem conseguir memorizar a matrícula.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Aproveitando o intervalo de tempo até o gerente do hotel e o segurança chegarem, Crosland e&amp;nbsp;Brighton examinaram rapidamente o quarto. Qualquer pista sobre o assassinato ou as investigações de Elias seria valiosa e não poderia cair nas mãos de terceiros. Apesar dos papéis espalhados pelo quarto, os dois conseguiram recolher algumas folhas e documentos e escondê-los do gerente. Adriana debruçou-se sobre o corpo de Elias, com a garganta em nó. Contendo as lágrimas, certificou-se que o amigo estava morto e reparou numa estranha marca gravada na sua testa por uma faca. O gerente e o chefe da segurança do hotel irrompem pelo quarto acompanhados por Salome. Enquanto se certificavam de que ninguém mexia na cena do crime, tentavam recolher os depoimentos dos cinco companheiros e potenciais testemunhas do crime. Eventualmente a polícia chegou e o quarto foi selado. Quando o detective da polícia ficou descansado quanto ao papel de Crosland e dos companheiros nos eventos dessa noite, levou-os até à esquadra mais próxima para recolher depoimentos e confiscou a arma de Brighton.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/columbia_uni_library.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="159" r6="true" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/columbia_uni_library.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Biblioteca da universidade&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A morte de Elias prenunciava algo desinquietante. Embora os seus nervos estivessem agitados, Crosland, Brighton, Salome e Adriana pretendiam ainda consultar os arquivos da biblioteca da universidade em busca de informações. A uma hora tão tardia, apenas Crosland, na sua função de bibliotecário-chefe, poderia facilitar-lhes entrada. Durante incontáveis horas, até às mansões da noite, vasculharam livros que lhes permitissem descobrir o significado da estranha marca na testa de Elias e as misteriosas facas exóticas na posse dos assassinos. Quando o dia despontou, a sua investigação tinha sido infrutífera.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Capítulo II: &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2011/04/capitulo-ii-casa-do-ju-ju.html"&gt;A Casa do Ju-Ju&lt;/a&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-4121626882228665177?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/4121626882228665177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=4121626882228665177' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4121626882228665177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4121626882228665177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2011/04/capitulo-i-morte-de-jackson-elias.html' title='Capítulo I: A Morte de Jackson Elias'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/Call%20of%20Cthulhu%20-%20Masks%20of%20Nyarlathotep/th_chelsea_hotel.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-6369957879141468416</id><published>2011-04-01T14:29:00.003+01:00</published><updated>2011-04-04T11:00:50.955+01:00</updated><title type='text'>Dramatis Personae</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GF-EGSEo0GY/TZmVKnfr7iI/AAAAAAAAAL8/t7k3i890v54/s1600/Charles_Brighton.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-GF-EGSEo0GY/TZmVKnfr7iI/AAAAAAAAAL8/t7k3i890v54/s1600/Charles_Brighton.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Charles Brighton&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explorador Inglês e membro da Royal Geographic Society. Com uma enorme paixão por história e astronomia, organizou uma série de expedições a bordo do &lt;em&gt;Albatross&lt;/em&gt; para cartografar partes do Antártico, incluindo algumas viagens ao interior. Habituado às condições mais inóspitas, Brighton é um homem de forte têmpera e preserverante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5rcvmhu17o8/TZmVfy2ZHtI/AAAAAAAAAMA/fi5K_r6Td0g/s1600/salome_carter.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-5rcvmhu17o8/TZmVfy2ZHtI/AAAAAAAAAMA/fi5K_r6Td0g/s1600/salome_carter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Salome Carter&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antropóloga, estudou com o Prof. Robert Crosland (em baixo). Ainda jovem, enveredou pela antropologia, com especial dedicação à cultura Egípcia. Viajou até ao Egipto onde estudou, em primeira mão, a cultura, costumes e dinâmica do povo. É também uma grande amante da dança, gostou que ganhou enquanto no Egipto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ksBed9gg6As/TZmV2rp2O0I/AAAAAAAAAME/zMAdHLeQaDY/s1600/robert_crosland.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ksBed9gg6As/TZmV2rp2O0I/AAAAAAAAAME/zMAdHLeQaDY/s1600/robert_crosland.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Robert Crosland&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Professor de Arqueologia e de Antropologia na universidade de Nova Iorque. Viajou um pouco por todos os Estados Unidos recolhendo artefactos e relíquias. Activo, para além de ter sido campeão de boxe universitário por duas vezes, trabalha ainda como bibliotecário-chefe na biblioteca da universidade.&amp;nbsp;Foi mobilizado para o exército em 1917, nunca chegou a ser enviado para França.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oaDLxhO0cmA/TZmWaexVo6I/AAAAAAAAAMI/nRIWQaFCLM0/s1600/helmut.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-oaDLxhO0cmA/TZmWaexVo6I/AAAAAAAAAMI/nRIWQaFCLM0/s1600/helmut.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Helmut von Haniel&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente Helmut não tem emprego fixo (&lt;em&gt;hobo&lt;/em&gt;). Nascido numa terriola perto de Colónia na Alemanha, Helmut foi o único de cinco filhos a estudar. Foi recrutado para o exército durante a Grande Guerra, e após o conflito passou algum tempo num hospício para veteranos. Com a Alemanha afundada numa crise económica, viajou para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1Vai8aoRbpw/TZmWu6p-zSI/AAAAAAAAAMM/ZDhX0VBzTCQ/s1600/adriana.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-1Vai8aoRbpw/TZmWu6p-zSI/AAAAAAAAAMM/ZDhX0VBzTCQ/s1600/adriana.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Adriana Lewis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora filha de pais religiosos, Adriana ingressou no curso de enfermagem na &lt;em&gt;Miskatonic University&lt;/em&gt;. Após o curso, partiu com um grupo de missionários para a China onde testemunhou a revolução de 1911. Forçada a fugir, serviu durante a Grande Guerra em hospitais na Europa, por fim regressando aos Estados Unidos para cuidar da saúde débil da sua mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-6369957879141468416?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/6369957879141468416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=6369957879141468416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6369957879141468416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6369957879141468416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2011/04/dramatis-personae.html' title='Dramatis Personae'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GF-EGSEo0GY/TZmVKnfr7iI/AAAAAAAAAL8/t7k3i890v54/s72-c/Charles_Brighton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-5821876665433776947</id><published>2010-03-04T11:49:00.002Z</published><updated>2010-03-04T12:26:44.573Z</updated><title type='text'>A Coisa no Sotão</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Sarcófago&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias de Rupert Merriweather estão contados. As palavras são proferidas com um enorme esforço. A sua respiração é ofegante e pesada. Deitado numa cama do St. Mary's Hospital em Arkham, Rupert é atormentado pelos fantasmas do passado. Já só lhe restam alguns dias, talvez algumas horas. A sua esposa, chorosa, e o filho, sérior, acompanham os seus últimos momentos. No quarto estão também os melhores amigos de Rupert: Edward Marsh, com quem Rupert servira na Grande Guerra, na unidade médica; o padre James McBride, amigo e confidente; Susan Whitmore, aluna e mais tarde estagiária na equipa de Rupert no hospital e Adriana Lewis, que conhecera aquele senhor simpático que tantas horas passava no silêncio da biblioteca, lendo e trocando ideias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um gesto trémulo, Rupert pede à esposa e filho que saiam. Quando a porta se fecha, o moribundo aponta para uma caixa em cima da mesinha de cabeceira. Susan abre a caixa enquanto Rupert explica o motivo porque pediu aos seus amigos que o visitassem no hospital: há ano atrás, quando Rupert era ainda um jovem estudante de medicina, ele e um grupo de amigos conduziram uma série de experiências inofensivas no reino do oculto. Auxiliados por um homem mais velho, Marion Allen, o grupo comprou uma casa abandonada na pequena aldeia de Ross's Corner a Oeste de Arkham onde realizaram uma série de sessões mediúnicas e pesquisa psíquica. O isolamento da casa dar-lhes-ia toda a privacidade necessária. Inesperadamente, a última experiência trouxe algo para este mundo, uma força maléfica que obrigou o grupo a fugir. Confiantes que a magia que tinha invocado a criatura era suficiente para a manter confinada à casa, o grupo abandonou o local para não mais voltar. Um dos membros morrera durante a experiência e outro ficara louco mas os restantes conseguiram convencer as autoridades que o que acontecera fora o resultado tráfico de um acidente de carruagem. O assunto foi encerrado e a criatura esquecida na velha casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a magia só resiste enquanto os membros do grupo forem vivos e com a sua morte, Rupert teme que a criatura fique livre para espalhar o terror na região. Desesperado, procurou quem lhe era mais chegado: os Investigadores. No interior da caixa, diz ele, os investigadores terão na sua posse as ferramentas para banir a criatura deste mundo. Com um último fôlego, Rupert contrai-se de dor, a sua cara deformada num esgar atroz. Tossindo sofregamente, Rupert cospe sangue e massa pulmonar. Os médicos entram rapidamente no quarto e os investigadores são obrigados a sair, com a caixa na sua posse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No interior da caixa, os investigadores descobrem o registo de propriedade de uma quinta em Ross's Corner e uma chave antiga e ferrugenta. Um pequeno livrinho negro contém uma série de entradas, revelando as experiências conduzidas pelo grupo. Mas o objecto mais enigmático é um pequeno sarcófago em miniatura. No exterior, em redor da tampa, foram gravados vários hieróglifos mas os investigadores não os conseguem decifrar. Os hieróglifos interiores e o estilo do sarcófago indicam tratar-se de um objecto oriundo do Antigo Egipto. James propõe-se ler o livro negro enquanto os restantes contactam um linguista na Universidade Miskatonic para traduzir os hieróglifos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No silêncio dos seus aposentos, James lê sobre as experiências de Merriweather e amigos, sobre o desastre que se abateu sobre eles e o horror que levou à morte de um e à loucura de outro. Dos quatro amigos iniciais, apenas dois sobreviveram incólumes mas Marion Allen, o suposto líder do grupo, morrera mais tarde em Nova Orleãos no que aparentava ser um homicídio de contornos ritualísticos. À data da sua morte, Allen queixara-se à polícia que andava a ser seguido por desconhecidos e temia pela sua vida. O livro descreve ainda que os rituais necessários para invocar / banir a criatura foram recolhidos do livro &lt;em&gt;De Vermiis Mysteriis&lt;/em&gt;. O linguista da universidade entrega aos investigadores a tradução dos hieróglifos desconhecidos: &lt;em&gt;"Aquele que busca a verdade, Servo [Filho] de Yugr [Yoag] Setheth, Libertador do povo [escravos] da água, Portador dos espíritos de Nar-Loth-hotep, filho de Thoth, Aquele que busca a sabedora."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de partirem para Ross's Corners, os investigadores decidem tentar ler o &lt;em&gt;De Vermiis Mysteriis&lt;/em&gt; com a esperança de poderem saber mais sobre os rituais. Infelizmente, o bilbiotecário-chefe da universidade, o Prof. Henry Armitage, instaurou uma nova política segundo a qual o acesso a livros raros e valiosos só pode ser feito mediante autorização prévia. Apesar dos investigadores contarem a sua história, Armitage mantém-se resoluto e nega qualquer acesso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Quinta Abandonada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, os investigadores partem para Ross's Corner. Embora ainda algo incrédulos, decidem concluir a investigação em nome da amizade por Merriweather. Localizada a poucos quilómetros de Arkham, Ross's Corner é apenas um agloremado de edifícios e casas de madeira desgastadas, outrora própera mas actualmente negligenciada e abandonada. Ao fundo da rua ergue-se a igreja em não melhores condições. Os investigadores aproveitam para descansar, visitam a loja e atestam o seu veículo. Apesar da atitude de suspeição por parte dos locais, os investigadores depressa descobrem que a quinta onde pretendem ir tem a reputação de ser assombrada e é evitada pelos locais. Ainda consideram falar com o padre local, mas decidem partir imediatamente para a quinta antes do anoitecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A antiga quinta é visível da estrada, sentada sobre um monte baixo. É um típico edifício do séc. XVIII, com um telhado em bico e janelas seladas por batentes de madeira. Tem apenas um andar com um sotão sem janelas em cima. Os investigadores não podem deixar de sentir um certo temor ao aproximarem-se deste edifício solitário e isolado, de madeira enegrecida pelo tempo, como uma besta adormecida. A porta da frente abre-se com um certo esforço, libertando o pó de anos. O cheiro a madeira antiga e a bolor é intenso. Felizmente, alguma claridade penetra através dos batentes revelando um espaço vazio, com um chão abaulado e manchado, e coberto de detritos e pó. As únicas peças de mobília são um velho sofá bolorento e duas cadeiras de madeira. Em todas as ombreiras e algumas partes da casa foram gravados símbolos arcanos cujo significado os investigadores não reconhecem. A madeira chia e estala com o peso dos investigadores mas, por breves segundos, têm a sensação de ouvir algo mover-se por debaixo da casa. Certamente a casa, aliada à história de Merriweather, excita a imaginação dos investigadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, no entanto, junto à lareira os investigadores encontram, junto de um cobertor esburacado, várias latas de comida enlatada, fósforos e velas. As cinzas da lareira ainda estão quentes e o pó do chão marcado com pegadas o que sugere a presença de alguém na casa. Talvez os sons que ouviram há pouco não sejam fruto da sua imaginação. Silenciosamente, acercam-se da divisão das traseiras, que parece ser uma antiga cozinha. Junto à porta das traseiras, há um alçapão no chão e é por aí que os investigadores decidem entrar para descobrir quem se esconde na casa. Usando a vela que encontraram na sala, Edward lidera o grupo às entranhas da casa. A cave é escura e silenciosa, ouvindo-se apenas o ranger ominoso da madeira. Pé ante pé, Edward desce até ao fundo quando uma criatura desgrenhada salta da escuridão e o empurra. Surpresos, os investigadores mal têm tempo de reagir. Um vagabundo grita de medo e corre escadas acima, abrindo caminho aos cotovelões. Apenas a reacção rápida dos investigadores lhes permite segurar o homem e acalmá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O vagabundo quer apenar partir com os seus pertences. Diz ter encontrado este local ontem à tarde e ter decidido aqui pernoitar. Foi então que, durante a noite, algo se moveu no sotão acompanhado de um intenso cheiro nauseabundo. Em pânico o vagabundo fugiu e esperou a luz do dia para ganhar coragem e regressar para vir buscar os seus parcos pertences. Os investigadores deixam o homem partir. Sobre a lareira está uma antiga caixa de metal no interior da qual foram enrolados papéis amarelecidos, um pequeno recipiente com um pó acastanhado e uma pequena caixa de madeira contendo uma substância prateada, semelhante a pó de talco. Os papéis descrevem o ritual necessário para banir a criatura, com a ajuda de um pentagrama e um cântico que deve terminar à meia noite. Os símbolos arcanos gravados na madeira impedirão a entrada da criatura em qualquer parte da casa, excepto no sotão. Os investigadores ainda discutem se devem ou não explorar o sotão mas decidem pela negativa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Ritual&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite cai e os investigadores preparam o pentagrama no chão de acordo com as instruções. Nesse momento, um urro inumano ecoa pela casa, seguindo de fortes pancadas no tecto. Felizmente, os símbolos gravados na madeira protegem contra a entrada do ser inominável. Após um longo silvo, o urro parece sair da casa e perde-se à distância. Sem perder tempo, os investigadores iniciam o cântico. James fica encarregue do ritual enquanto os restantes vigiam as entradas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os minutos passam lentamente, no que parece ser uma eternidade. James mantém o tom, concentrado. Subitamente, ecoam fortes pancadas do sotão. A criatura voltou. Um momento de silêncio e algo parece cheirar nas frestas da madeira em cima. O som sugere algo tão gigantesco que os investigadores começam a temer o pior. A madeira do tecto começa a vergar, soltando pó. Um som que nenhuma boca humana poderia emitir profere palavras numa língua desconhecida, gritando e vociferando. Os investigadores sentem as suas forças abandoná-los, mas James mantém-se resoluto. É então que um líquido viscoso cai por entre as frestas da madeira do tecto, pingando sobre os investigadores. Susan sente uma forte dor no braço. O líquido queima-lhe a roupa e a pele. Os investigadores tentam proteger-se. Os urros e pancadas em cima são ensurdecedores. A criatura procura uma entrada mas as forças mágicas dos símbolos protegem a sala de qualquer intrusão. Os sons entram em crescendo até que cessam tão rapidamente como começaram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma voz feminina grita por ajuda, vinda do exterior. Correndo para as janelas, Edward, Susan e Adriana vêm, na escuridão da noite, uma mulher de vestido rasgado, arrastando até à casa. Será uma vítima da criatura. O espanto dá lugar ao horror quando os investigadores se apercebem do enorme buraco no peito. Nenhuma criatura poderia viver com tamanho ferimento. Uma sensação de pânico toma conta de Adriana que abre a porta e foge para o carro. Edward segue atrás dela. Fora da casa, não são protegidos pelos símbolos mágicos. O corpo reanimado da mulher persegue os dois enquanto Susan se mantém à entrada da casa. James continua o seu ritual. A confusão é geral. A criatura do sotão, pressentindo os investigadores fora da casa, sai do sotão e persegue-os. É então que, Edward e Adriana, conseguem ver o inominável, o horror que há tantos anos atrás matou uma pessoa e levou outra à loucura, o ser que provavelmente reanimou este corpo e procura agora tirar a vida dos investigadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma massa negra de tentáculos e aberturas dentadas, move-se a uma velocidade assustadora, contorcendo-se, numa mantendo uma forma estável. Edward sabe que estão perdidos se ficarem cá fora. Agarrando Adriana por um braço, arrasta-a de novo para a casa antes que seja tarde demais. O cadáver da mulher tenta agarrar Edward mas o ex-militar defende-se, deitando-o por terra. Ao aproximarem-se de novo da casa, sentindo o cheiro fétido do ser nas suas costas, vêem um segundo cadáver surgir por detrás da casa, correndo pela frente para atacar Susan. Apanhada desprevenida, a rapariga tenta defender-se mas a visão de um corpo, com o pescoço num ângulo impossível e os ossos da coluna perfurando a pele do pescoço, é demais. Edward acerca-se deste cadáver e sem pensar duas vezes empurra-o com Susan para dentro da casa, fechando a porta atrás de Adriana. James, que até ao momento, estava concentrado, perde a calma perante a visão de um cadáver atacando os amigos. Quebra o ritmo do ritual e cai sobre o sofá, agarrado ao crucifico, rezando. Sem hesitar, Susan salta para o pentagrama continuando o cântico enquanto Marsh imobiliza o cadáver. O segundo cadáver bate com os punhos na porta mas não consegue entrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao chegar a meia noite, o ritual está practicamente concluído. Susan entoa o cântico e os restantes tentam acalmar-se e preparar-se para o final. Os urros da criatura ecoam mas parecem enfraquecidos. Algo começa a condensar-se no ar, sobre o pentagrama. Preparando-se para o pior, os investigadores sentem um bafo de ar fétido e a visão do ser, contorcendo-se, expandindo os seus tentáculos mas como que impedido por uma força invisível. Por fim, com as últimas palavras do ritual, a criatura solta um último grito, desvanece-se e o silêncio regressa à casa. Os cadáveres, antes animados, ficam intertes. Os investigadores, outrora incrédulos, sabem agora que existem horrores que a Humanidade desconhece. Em silêncio, deixam a quinta para trás e voltam para Arkham, com os seus telhados coloniais e as suas ruas antigas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-5821876665433776947?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/5821876665433776947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=5821876665433776947' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5821876665433776947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5821876665433776947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2010/03/coisa-no-sotao.html' title='A Coisa no Sotão'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-4646342185124258277</id><published>2010-03-01T16:21:00.001Z</published><updated>2010-03-01T16:21:21.337Z</updated><title type='text'>Os Mortos Podem Voltar - Parte 1</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Localização:&lt;/strong&gt; Europa Continental (algures na Hungria)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Investigadores:&lt;/strong&gt; Clive Ashford, Robert Battle, Rebecca Holmes, Charlotte Pitt&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Data:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;27 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ladrões de Sepulturas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Numa manhã fria de Fevereiro, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Robert&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rebecca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Clive&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; recebem um telefonema do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/08/npcs-notaveis.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conde Dvorak&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; que solicita amavelmente a sua presença na sua residência em Kensington. Os três companheiros aceitam o convite e encontram-se com o conde na sua mansão virada directamente para Hyde Park. A saúde frágil obriga-o a usar uma cadeira de rodas e, nesta manhã, ele parece particularmente afectado dos pulmões, tossindo constantemente e fazendo um grande esforço para respirar e falar. Sendo um homem prático, o conde é directo e não perde tempo. Recentemente, um amigo seu que vive no Continente, escreveu-lhe sobre um misterioso surto de roubo de cadáveres numa região remota dos Cárpatos. O responsável ou responsáveis ainda se encontram a monte e, dada a ausência de grandes cidades ou vilas que pudessem justificar o roubo dos cadáveres para um qualquer departamento de anatomia de uma universidade, a motivação para este crime assumia traços ainda mais tenebrosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os investigadores aceitam o caso e fazem todos os preparativos para uma partida imediata. Rebecca passa os últimos dias em repouso devido aos ferimentos sofridos durante a sua última investigação (ver Dimensão Y). Entretando, escrevera a uma grande amiga sua, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Charlotte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, para que lhe fizesse companhia. As duas são amigas de infância e sendo Charlotte uma enfermeira, podia cuidar da amiga durante o período de convalescença. Como é natural, Rebecca confidenciou a Charlotte tudo o que tinha acontecido nas últimas semanas. Talvez impelida por um forte sentido de lealdade e amizade ou talvez uma grande curiosidade, Charlotte aceitou acompanhar a amiga ao Continente neste estranho caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Figura no Bosque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dias mais tarde, os quatro investigadores viajam de carroça pela região montanhosa dos Cárpatos. A paisagem é tão bela quanto inquietante, com as suas florestas negras, envoltas em lenda, com a muralha imponente das montanhas ao fundo. O carroceiro é um homem de traços germânicos, de cabelo grisalho e farto bigode. Chicoteia os cavalos, mantendo um passo acelerado como se temendo algo que se esconde nos bosques. A viagem não é das mais confortáveis. O caminho é de terra batida, serpenteando por montes e vales, longe da civilização. Aqui, os investigadores têm a sensação de viajar no tempo para uma época remota onde a superstição e as lendas dominam as mentes locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Robert está pensativo fumando o seu cachimbo quando o seu olhar é atraído para algo no bosque a alguma distância da estrada. Uma figura branca, uma pessoa decerto, mas cujo andar é inquietante, contorcendo-se ou coxeando. A esta distância é impossível dizer se é homem ou mulher e o carroceiro recusa-se a parar, temendo o cair da noite. Depois do pôr-do-sol, diz ele, os espíritos e outras coisas piores deambulam pelas florestas. Tarde demais. A carroça afasta-se e a figura desapareceu entre as árvores densas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Chegada à Aldeia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Num vale isolado dos Cárpatos, o destino dos investigadores é pouco mais do que um aglomerado de casas rústicas, quase amontoadas como que por protecção contra os perigos da floresta circundante. As casas exibem crucifixos nas janelas e os aldeãos benzem-se quando a carroça pára na praça central. Um grupo de pessoas, liderado por um homem baixo e gordo, aproxima-se. O homem é Herr Weber, o burgomestre da aldeia. Vem acompanhado pelo Inspector Schröth, um homem alto e esguio, cuja farda impecavelmente engomada, as botas de cano alto polidas e o monóculo, lhe dão um ar autoritário e pelo Dr. Gretler, um homem de meia idade e cabelos cinzentos, com um corpo forte e faces redondas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nervoso, Herr Weber faz as apresentações e sem mais demoras conduz os investigadores à casa funerária cujo proprietário é Herr Krehan, um homem alto e magro cujas as vestes negras acentuam a sua palidez e ar funebre. Pelo caminho são observados pelos aldeãos que assomam às janelas. O seu ar assustado sugere um temor supersticioso acentuado. Alguém grita de uma das casas, um homem forte e calvo com um comprido bigode negro, queixo quadrado e braços musculados. O seu avental de couro indica que é o ferreiro, facto confirmado por Herr Weber. O homem clama a morte dos responsáveis pelos roubos. Herr Weber esclarece que o irmão do ferreiro foi um dos homens que desapareceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Reunião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na casa funerária, um pequeno grupo de aldeãos responde ansiosamente às perguntas dos investigadores. O ponto da situação é o seguinte: nas últimas semanas, os cadáveres das aldeias da região foram roubados por pessoa ou pessoas desconhecidas. O Inspector Schröth queixa-se que mesmo colocando homens de vigia, os cadáveres são roubados na mesma. Os seus homens recusam-se a ficar no cemitério depois do anoitecer. Durante uns tempos, os aldeãos começaram a enterrar os seus mortos num terreno secreto mas continuaram a ser roubados. Nem mesmo cadeados ou caixões de metal serviram de protecção. Uma das famílias desafiou os costumes locais e em vez de um enterro cristão, optou por cremar o patriarca recentemente falecido numa pira fora da aldeia. Foram atacados com pedras lançadas dos bosques. Aterrorizados fugiram e quando voltaram o cadáver tinha sido levado. Clive pede uma lista de mortos recentemente roubados mas não existe qualquer padrão de idade, profissão ou sexo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Alguém menciona que Norbert e o irmão, Karsten, foram os únicos com coragem para pernoitar no cemitério para tentar apanhar os responsáveis. Mas Norbert adormeceu e quando acordou Karsten tinha desaparecido, o que levanta algumas suspeitas entre os locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Charlotte mantém-se atenta ao ambiente. Numa aldeia tão remota e presa à religião como esta, os ritos funerários tem sido mantidos inalterados ao longo dos séculos. Os cadáveres não são embalsamados como sugere a ausência de equipamento para tal. Um forte cheiro a lixívia paira no ar, indicando a limpeza frequentente dos líquidos e outros fluídos de decomposição. Junto à parede, um pouco afastado, o Dr. Gretler acompanha atentamente a reunião. Charlotte repara que o doutor segura no seu braço direito como se estivesse com dores, talvez uma luxação. De facto, o doutor confirma a Charlotte e Rebecca que esteve envolvido numa altercação com o ferreiro da aldeia, o homem vociferante que os investigadores viram na vinda para cá. O impetuoso ferreiro, Norbert, acusou o doutor de roubar os cadáveres talvez por associação com a sua profissão e agrediu Gretler. Charlotte apercebeu-se que o médico se sente profunda e genuinamente injuriado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A reunião é dada como terminada e os investigadores retiram-se. As duas jovens ficam instaladas na casa grande do burgomestre. Robert fica instalado na casa do Dr. Gretler e Clive recebe alojamento na casa funerária. Enquanto Rebecca e Charlotte aproveitam para se refrescar e descansar, Robert e Clive falam com Norbert. O ferreiro recebe-os com suspeição, duvidoso das intenções dos estranhos. Ele admite a contra-gosto a história do desaparecimento do irmão mas atribui o seu sono pesado a bruxaria. Tanto Clive como Robert sabem que Norbert se convenceu dessa "verdade" apenas para aliviar a sua culpa por ter adormecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Cemitério&lt;/span&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_GD1.png"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 208px; FLOAT: right; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_GD1.png" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No dia seguinte, os investigadores visitam o cemitério local a uma légua da aldeia, sobranceiro aos montes e junto da orla da floresta negra. Uma level neblina cobre o chão como uma mortalha e estende os seus dedos brancos entre as lápides erodidas, muitas delas ilegíveis. Uma vedação de metal enferrujada circunda o terreno, aqui e ali já caída. Um portão, pendurado precariamente nas dobradiças, oscila ao vento soltando um lânguido chiar como o murmúrio de uma alma penada. Os investigadores acercam-se do local, procurando pistas que possam revelar algo sobre a identidade dos responsáveis pelos roubos. Horas antes Rebecca sugerira um plano arriscado. E se alguém se escondesse num caixão e encenassem um funeral aguardando que os criminosos roubassem o "cadáver?" No entanto este plano não fora aceite por Robert ou Clive que o rejeitaram sumariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Muitas das campas estão abertas e algumas outras foram já cobertas depois de terem sido roubadas. Robert usa os seus sentidos aguçados pelos anos passados na Scotland Yard. Descobre um oculto conjunto de pegadas: botas grossas sugerindo uma pessoa alta e forte. Pela profundidade das pegadas, a pessoa terá partido do cemitério mais pesada do que quando chegou e, ao contrário dos restantes rastos que passam pelo portão, estas pegadas vêm da e voltam para a floresta. Na orla, as pegadas perdem-se por entre a vegetação rasteira mas Robert encontra em algumas das impressões pedaços de uma planta que não parece fazer parte da vegetação circundante. Charlotte identifica a planta como sendo uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Typha_latifolia_02_bgiu.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;taboa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, que cresce principalmente em pântanos. As pistas sugerem então que os ladrões de cadáveres passaram recentemente por um pântano ou talvez usem o local para se esconderem. Regressando à aldeia, os investigadores consultam o Inspector Schröth que lhes faculta um mapa da região. De facto, a algumas léguas a norte do cemitério existe um pântano profundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Ermita Louco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O rasto de pegadas depressa foi descoberto por Robert na orla do pântano onde a terra é mais húmida. O rasto segue ao longo das águas fétidas e de um verde doentio. As margens estão cobertas por taboas que se agitam ao vento e emitem um restolhar suave. As águas estendem-se por muitas léguas. Aqui e ali sobressaem pequenas ilhas de terra. As árvores grossas e negras, crescem torcidas como que se esforçando por chegar ao ar puro. Eventualmente, os investigadores vêem uma cabana de madeira primitiva elevada sobre suportes de madeira. Junto à cabana está uma canoa atada a um dos suportes. Estes suportes estão pintados como pernas de galinha. Charlotte recorda as lendas eslávicas de Baba Yaga, a lendária bruxa, que devorava crianças e vivia numa cabana com pernas de galinha. Robert experimenta a água com um bordão. Felizmente não é profunda. Alguém poderia chegar à cabana com água pela cintura. No entanto, Charlotte chama a atenção para o facto da água poder ser um potencial foco de doenças e que o ar do pântano é tóxico e uma exposição prolongada pode levar à demência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Clive decide atravessar o pântano sozinho para minimizar os riscos. Chega à cabana e regressa com a canoa para transportar os seus companheiros. Remando sileciosamente, os quatro aproximam-se da cabana. Param debaixo dela e vêem um alçapão que permite entrar no interior. Robert é o primeiro. Apoia-se no rebordo da abertura e sobe. Um grito selvagem ecoa e Robert sente algo pontiagudo espetar-se no seu ombro. Uma figura desgrenhada, de olhos dementes e vestida com peles de animais e roupas andrajosas agita uma lança contra o detective. Robert saca da sua pistola mas antes de poder disparar a figura salta pela janela e desaparece no pântano. Felizmente o golpe desferido não feriu Robert.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O interior da cabana tem apenas uma cama de madeira com cobertores sujos e mal-cheirosos, uma arca com pertences antigos e roupas, os utensílios básicos de sobrevivência e pilhas de ossadas de animais. Infelizmente, os investigadores precisam de falar com o ermita que sabe com certeza alguma coisa sobre o roubo dos cadáveres. O plano, traçado por Rebecca, consiste em esperar escondidos nos arbustos, nas margens da água, longe da vista. Certamente ele há-de voltar. No entanto, Robert e Clive rejeitam mais uma vez esta proposta e preferem que um deles, Clive, espere na cabana enquanto o resto se esconde na margem. O plano é um erro pois o ermita, ao voltar, apercebe-se de alguém dentro da cabana e foge. Robert, Rebecca e Charlotte depressa o alcançam mas o homem defende-se violentamente. Robert saca da sua pistola e com um tiro certeiro, acerta na mão do ermita. Dois dedos da mão desfazem-se com o impacto da bala, mas o ermita parece não se deter. Agarrando-se a uma das raparigas, tenta mordê-la, urrando de raiva. Rebecca aponta a sua pistola e, com um som doentio, abre um buraco no peito do ermita. Apesar do sangue que jorra e partes de uma costela visíveis, o ermita mantém-se agarrado sem perder as suas forças. Enquanto Clive chega ao local, já os três companheiros mantêm o ermita preso, não sem antes o terem ferido com bastante gravidade, embora o homem pareça imbuido de uma força sobrehumana e um total desdém pela dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto Charlotte atesta que os ferimentos teriam detido um homem comum e que a sua força sobre-humana e resistência aos ferimentos parece derivar do miasma do pântano que poderá causar mutações a longo prazo. O ermita balbucia palavras incoerentes. Até que o cansaço parece tomar conta de si. Por momentos, o homem parece cair em si e pede que o libertem. A troco disto, os investigadores insistem em saber toda a história. Ficam a saber que o ermita se chama Bodgan e admite que roubou os mortos do cemitério mas apenas a pedido do barão Americano, que é um homem de ciência. Bodgan não sabe o uso que o barão dá aos cadáveres. Os investigadores deliberam o que fazer. De facto, o barão merece ser investigado mas Bodgan deve ser primeiro entregue às autoridades competentes. Posto isto, decidem regressar à aldeia com Bodgan amarrado e, estando já o dia no fim, prosseguir as investigações no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir: Os Mortos Podem Voltar - Parte 2&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-4646342185124258277?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/4646342185124258277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=4646342185124258277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4646342185124258277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4646342185124258277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2010/03/os-mortos-podem-voltar-parte-1.html' title='Os Mortos Podem Voltar - Parte 1'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/th_ToC_GD1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-6173305079885131770</id><published>2010-02-25T18:22:00.004Z</published><updated>2010-02-28T13:13:14.529Z</updated><title type='text'>Armitage Files (Os Ficheiros de Armitage)</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4bB3ECz2yI/AAAAAAAAAKc/Aj6nlFFqisw/s1600-h/armitage-files.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442250351446317858" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4bB3ECz2yI/AAAAAAAAAKc/Aj6nlFFqisw/s200/armitage-files.png" /&gt;&lt;/a&gt;Ora cá está! A &lt;a href="http://www.pelgranepress.com/"&gt;Pelgrane Press&lt;/a&gt; acabou de lançar um novo livro para Trail of Cthulhu com o título &lt;a href="http://www.pelgranepress.com/site/?p=795"&gt;Armitage Files&lt;/a&gt; (Os Ficheiros de Armitage). Para quem não sabe, Armitage, ou Henry Armitage, é o bibliotecário-chefe da famosa Biblioteca Miskatonic na não menos famosa Arkham, e protagonista da história O Horror de Dunwich (The Dunwich Horror). Desta feita, os escritos do professor Armitage foram parar às mãos dos pobres investigadores que se propõem decifrar as pistas contidas nesses documentos e ir ao encontro de horrores inomináveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O livro, segundo a Pelgrane Press, propõe um método inovador de improvisar sessões de Trail of Cthulhu, com base nos &lt;em&gt;handouts&lt;/em&gt; existentes no livro (os ditos ficheiros de Armitage). Com belíssimas ilustrações de Jérôme Huguenin (que assina todas as ilustrações desta linha) e &lt;em&gt;handouts&lt;/em&gt; criados Sarah Wroot, o objectivo será combinar esses elementos com NPCs pré-criados pelo GM para uma versão personalizada da campanha. Ainda não li, mas o PDF já me chegou às mãos, pelo que irei expondo aqui as minhas impressões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-6173305079885131770?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/6173305079885131770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=6173305079885131770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6173305079885131770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6173305079885131770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2010/02/armitage-files-os-ficheiros-de-armitage.html' title='Armitage Files (Os Ficheiros de Armitage)'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4bB3ECz2yI/AAAAAAAAAKc/Aj6nlFFqisw/s72-c/armitage-files.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-651884988967778547</id><published>2010-02-25T18:09:00.004Z</published><updated>2010-02-25T23:07:28.481Z</updated><title type='text'>Resolução de Ano Novo</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho repetidamente ponderado nisto. Desde que a minha campanha de Qin acabou há coisa de 1 ano e alguns meses, nunca mais consegui arrancar com uma campanha tão coesa e contínua como essa. E perguntam-me vocês: se este blogue é sobre Trail of Cthulhu, porque raio é que está a falar de Qin? Porque Qin foi, até à data, a minha campanha mais longa e onde consegui manter um nível de qualidade e envolvência consistente, com grande ajuda dos jogadores que injectavam ideias para eu expandir.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iniciei ToC, e adorei a experiência, mas um misto de inconsistência de horário e de falta de vontade, fez-me perder o fio à meada. Ultimamente, com a reorganização possível do grupo (a saída de alguns jogadores e a entrada de novos) pensei em voltar à carga. Mas porquê CoC e não ToC, sendo o primeiro o meu roleplay favorito de todos os tempos? Bom, apenas por uma questão de mudança e porque ToC me oferece uma maneira mais organizada de criar as aventuras. Não é superior a CoC mas também CoC não é superior a ToC e, entre os dois, penso que será uma melhor experiência para o grupo. É certo que em CoC existe sempre a hipótese de falhar uma pista por causa de um lançamento falhado, mas se optar pela técnica de entregar automaticamente as pistas ESSENCIAIS à história sem lançar dados, porque não tentar ToC, que apresenta isso como mecânica.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro factor tem a ver com o autor: Kenneth Hite, possivelmente um dos meus autores favoritos (entre os seus livros contam-se Ragnarok, um excelente setting pulp para Savage Worlds), que é um mestre em misturar História alternativa com elementos fantásticos. E a sua escrita é fabulosa. Só pela prosa de Trail of Cthulhu e pela secção de Great Old Ones vale a pena ler o livro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em última análise, não consigo apontar nenhum factor objectivo que me faça pender para Trail of Cthulhu. Fiz ultimamente algumas sessões de Call of Cthulhu (que adorei) mas alguma coisa não clicou, como se costuma dizer. A minha resolução de Ano Novo é simples: terminar uma pequena de campanha... qualquer coisa, e neste momento, tudo indica que poderemos ir para Trail of Cthulhu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-651884988967778547?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/651884988967778547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=651884988967778547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/651884988967778547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/651884988967778547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2010/02/resolucao-de-ano-novo.html' title='Resolução de Ano Novo'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-662424572475978359</id><published>2009-11-27T19:32:00.019Z</published><updated>2010-03-02T09:16:19.154Z</updated><title type='text'>Dramatis Personae</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4iOL7_ixQI/AAAAAAAAAKk/e_pfTU1i0QQ/s1600-h/Adriana.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Adriana Lewis&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/CoC/Adriana.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Bibliotecária na biblioteca pública de Arkham, Adriana vive sozinha com a sua mãe, Anna, num pequeno apartamento. A doença de Anna que a força a permanecer confinada a uma cadeira de rodas consome muito do tempo de Adriana que divide a sua vida entre casa e trabalho. A sua grande amiga é Susan Whitmore (em baixo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4iOfVjVgoI/AAAAAAAAAKs/XHDVLXu_2A4/s1600-h/Alvin.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Edward Marsh&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/CoC/Alvin.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Veterano da Grande Guerra, Marsh recebeu toda a sua formação na Academia Militar de Boston. Ausente de casa durante a maioria da sua vida de jovem adulto, Edward regressou a casa apenas para o funeral dos pais. Após ferimentos sofridos em combate e uma promoção a Major, Edward passou à reserva quando decidiu voltar à casa de família em Arkham onde vive agora graças a uma generosa pensão do exército.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/S4iO7W4EjxI/AAAAAAAAAK0/ASDHALUvB7c/s1600-h/James.jpg"&gt;&lt;/a&gt;James McBride&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/CoC/James.jpg"&gt;&lt;/a&gt;James cresceu no bairro Irlandês pobre de French Hill em Arkham. O mais velho de seis irmãos, McBride ajudou a sustentar a família quando o pai morreu num acidente numa fábrica. Desde cedo, sentiu a sua vocação para religião e ingressou no seminário. Mais tarde, já padre, regressou a Arkham, à paróquia do seu antigo bairro, na Igreja de St. Michael. Os únicos membros sobreviventes da sua família são a mãe e três irmãos, tendo os restante irmãos sido mortos na Grande Guerra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Susan Whitmore&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/CoC/Susan.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Enfermeira no St. Mary's Hospital em Arkham, Susan é a melhor amiga de Adriana. Desde sempre, Susan viveu em Arkham, tendo recebido o seu diploma de enfermeira na prestigiada Miskatonic University. Desde então, o seu trabalho mantém-na ocupada no hospital onde conheceu a mãe de Adriana, durante as suas várias hospitalizações.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-662424572475978359?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/662424572475978359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=662424572475978359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/662424572475978359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/662424572475978359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/11/dramatis-personae.html' title='Dramatis Personae'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-5169511238532881138</id><published>2009-09-20T14:13:00.014+01:00</published><updated>2010-03-01T16:23:26.560Z</updated><title type='text'>Dimensão Y - Parte 4</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 9 de Fevereiro, 1935 (madrugada)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Desaparecimento de David Fearn&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os três investigadores ponderam a acção a tomar. Temendo adormecer ou serem acometidos por uma terrível visão que os obrigue a um acto homicida, decidem agir de imediato. Todos os indícios apontam para que David Fearn esteja a preparar um segundo projector da Dimensão Y com qualquer objectivo nefasto. A sua associação com Vock ainda é desconhecida assim como o local onde David possa ter transportado as caixas e onde esteja a construir o projector. Os investigadores pressupõem que a única maneira de descobrirem é falarem directamente com David no hospício de Vock. Que o seu estado mental é cada vez mais instável obriga a medidas desesperadas e imediatas. Decidem, pois, visitar o hospício tarde da noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Envolto no nevoeiro Londrino, o edifício com as grades nas janelas, estrutura rectangular e baixa e paredes cinzentas, tem um aspecto ainda mais ominoso. Um muro separa a propriedade do hospício da rua. Um portão dá acesso a uma via que conduz a uma rotunda em frente da entrada do edifício, mas os investigadores decidem estacionar na rua, a alguns metros do portão para evitar olhares indiscretos. Robert retira um distintivo do bolso. Seguido pelos seus companheiros, caminha até à porta e bate vigorosamente. Alguns momentos depois, surge uma enfermeira com um ar atónito. Visitas a esta hora da noite? Mas Robert está preparado. Com um ar resoluto, identifica-se como inspector da Scotland Yard e exige acesso às instalações. Apesar da reticência da enfermeira, os investigadores conseguem entrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A enfermeira, atrapalhada, afirma que não são permitidas visitas fora do horário normal e sem autorização do Dr. Vock. Robert agita a sua identificação diante dela e, com um tom autoritário, responde que qualquer obstrução à justiça é punível. A agitação atrai a enfermeira-chefe e dois assistentes e, na confusão, os investigadores conseguem obrigar a enfermeira-chefe a abrir a porta da cela de David. No entanto, toda a situação é muito suspeita, e ela ordena a uma das enfermeiras que ligue imediatamente ao Dr. Vock para esclarecer a situação. Sem tempo a perder, os investigadores abrem a porta da cela de David e... está vazia! As suspeitas começam a cair sobre Vock e toda a história do assassinato de Lucy Vock por David começa a ser mais do que uma coincidência. Sem quererem envolver-se directamente com Vock ou mesmo com a polícia, os investigadores saem do hospício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desta vez refugiam-se no carro e aguardam a chegada de Vock. Vêem-no chegar no seu carro, entrar no hospício. Alguns minutos depois, Vock sai como um relâmpago, entra no seu carro. Seguido de longe pelos investigadores, Vock regressa a sua casa. Os investigadores estacionam alguns metros à frente e observam a casa. Vock espreita algumas vezes à janela mas, alguns momentos depois, apaga a luz e tudo fica silencioso. Deixando passar o polícia de giro, os investigadores saem silenciosamente do carro e dirigem a casa de Vock para o confrontar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Dr. Vock e David Fearn&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;A rua está vazia e silenciosamente. Raras são as janelas com luzes acesas. Num bairro rico as pessoas deitam-se cedo. Os passos dos investigadores ecoam nos edifícios e a luz brilha no céu, inchada e amarela. Clive começa a sentir algo a observá-lo, algo obsceno e maléfico. Olha à sua volta e nada vê mas a sensação incomoda-o e é cada vez mais intensa. Pára. Os seus companheiros ficam surpresos. O cérebro de Clive começa a latejar. A sensação cada vez mais insuportável. Olhando para cima, Clive fraqueja e perde a calma. Nesse instante de horror, apercebe-se que a lua é um olho gigante que tudo observa. Mas a revelação leva-o ao limite da loucura quando, no seu subconsciente, Clive se apercebe que a lua é um portal que a qualquer momento deixará entrar os horrores da Dimensão Y, invadindo este mundo, mergulhando-o no caos e na insanidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdendo a calma e invadido por um turbilhão de horrores, Clive apressa o passo em direcção à casa de Vock. É imperativo obrigar o homem a dizer onde está Fearn, uma vez que ele é o director do hospício de onde o jovem desapareceu. Os companheiros seguem-no. Uma criada, em trajo de dormir e roupão, abre a porta, sobressaltada com as visitas àquela hora da noite. Forçando a entrada, os investigadores obrigam-na a chamar Vock. Para Robert e Rebecca, é óbvio que Clive não está a agir normalmente, com um ar agitado, e gestos bruscos. Gritando, exige a presença de Vock. Receando alertar a vizinhança, Robert e Rebecca tentam acalmá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que surge Vock, em mangas de camisa. Clive ameaça-o. Os companheiros receiam que algo de terrível possa acontecer, mas Vock deixa-se intimidar, talvez porque a situação foge ao seu controlo. Aceita levar os investigadores até Fearn. Os quatro entram no carro de Rebecca e regressa ao hospício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Revelação Final&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem perder tempo, os investigadores forçam a entrada no hospício perante o olhar incrédulo da enfermeira-chefe e outro pessoal. Tentado manter a discrição, os investigadores empurram Vock para o seu escritório, sob ameaça de arma escondida para evitar criar o pânico. Uma vez fechados no escritório, Vock conta que Fearn preparou de facto uma máquina numa sub-cave do hospício mas não sabe com que intuito. Os investigadores amarram Vock com a corda do cortinado e saem apressadamente. Encontram um elevador e dirigem-se para a sub-cave.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O som metálico do elevador não é suficiente para ocultar outro som perturbador: o som discordante e cacofónico de flautas. Robert apercebe-se que o som é igual aquele que ouvira dias antes e não consegue evitar um arrepio. O elevador pára revelando um cenário aterrador: seis grandes projectores, semelhantes ao protótipo do Dr. Williams, ancorados ao chão em círculo com correntes, apontados para o centro, emitindo fachos de luz. No centro dos projectores formou-se um cubo gigantesco, rodando sobre si próprio, mas cujo número de lados varia. Umas vezes 5 lados, outras vezes 9 lados. Este cubo é enorme, do tamanho de um Rolls Royce. Sob o cubo, encontram-se pessoas completamente nuas, presas dentro de gaiolas baixas e rectangulares, contorcendo-se em agonia. Os seus gritos rasgam os ouvidos dos investigadores. David Fearn toca uma flauta, ao ritmo cósmico de uma qualquer melodia insana. Mas o mais terrível são duas criaturas, semelhantes a bactérias que pairam no ar, em redor das máquinas, amorfas e cegas, tocando as suas flautas. A melodia demente é suficiente para causar o pânico no mais comum dos mortais mas os investigadores cerram lábios e, de algum modo, evitam o medo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clive corre para David Fearn, brandindo as suas soqueiras. O primeiro golpe atinge David na cara, atordoando-o mas não o deitando por terra. Robert dispara contra uma das máquinas, destruindo as lentes e desligando-a completamente. As criaturas agitam-se e avançam. Rebecca aguarda um ângulo sem obstáculos e dispara contra David ferindo-o numa perna. Este aguenta a dor e ataca Clive, invadido por uma energia demente. Clive evita o golpe mas tropeça numa das correntes dos projectores e cai. Os seres amorfos avançam sobre Rebecca e Robert.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Movendo os tentáculos, as criaturas atacam os dois investigadores. A dor é intensa e ambos sentem as forças abandoná-los. O seu corpo estremece sentindo o toque dos seres que não pertencem a esta dimensão e que nenhum ser são ousaria conjurar. Robert sabe intuitivamente que destruindo as máquinas poderá impedir o ritual. Clive levanta-se e empurra uma das máquinas, arrancando as correntes do chão e derrubando-a. A máquina desfaz-se numa explosão de fumo e de sons metálicos. Uma das criaturas vibra, pulsando entre esta e outra dimensão, e dissipando-se no ar. Clive consegue dominar David que, na sua fúria de defender as máquinas, vira as costas aos investigadores. Robert e Rebecca aproveitam a oportunidade para destruir mais uma máquina antes que a segunda criatura os atinja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Envolta numa explosão, a criatura parece dissipar-se perante os investigadores. Talvez ao destruirem as máquinas, os investigadores tenham quebrado a ténue ponte entre a nossa dimensão e a Dimensão Y. Nunca se virá a saber ao certo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As autoridades chegam ao local mas pouco descobrem. O Dr. Vock, libertado pelos enfermeiros enquanto os investigadores lutam pela vida na sub-cave, desaparece sem deixar rasto. Presume-se que tenha deixado Inglaterra para o Continente. David Fearn é de novo preso, gritando incessantemente por Azathoth e os seus flautistas cegos e idiotas. Quanto aos investigadores, um inquérito deduz que, apesar da sua falta de autoridade, conseguiram pôr termo a práticas ritualísticas ou mesmo satânicas na sub-cave do hospício como o comprovam os pacientes presos nas jaulas. Quanto às verdadeiras motivações para o homicídio de Lucy Vock, talvez nunca se venha a saber a verdade, mas o que é certo é que, por breves instantes, a máquina do Dr. Williams revelou uma dimensão para além da nossa onde o caos é absoluto. Felizmente, a experiência foi dada como terminada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir: &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2010/03/os-mortos-podem-voltar-parte-1.html"&gt;Os Mortos Podem Voltar - Parte 1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-5169511238532881138?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/5169511238532881138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=5169511238532881138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5169511238532881138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5169511238532881138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/09/dimens.html' title='Dimensão Y - Parte 4'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-6685032034795513416</id><published>2009-09-12T20:41:00.028+01:00</published><updated>2009-09-18T14:56:26.766+01:00</updated><title type='text'>Dimensão Y - Pt. 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 9 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sykes, o Assassino&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As notícias do &lt;em&gt;The Daily Mail&lt;/em&gt; indicam apenas que a mulher do Dr. Sykes foi encontrada pela criada, estrangulada no seu quarto (ver capítulo 2, A Reunião). O Dr. Sykes estava no seu escritório, calmo e sereno, a escrever à máquina. A princípio não se apercebeu do que se passara. O Inspector Alan Fix da Scotland Yard conseguiu determinar que a senhora fora estrangulada com um cordão do cortinado e que o Dr. Sykes era o culpado. O próprio admitiu não se recordar de nada mas depois de confrontado com o corpo, desfez-se em lágrimas, pronunciando-se culpado. Os investigadores começam a temer o pior: as pessoas envolvidas na experiência começam a sofrer efeitos secundários.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Asilo do Dr. Vock&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Finalmente, os investigadores obtêm uma entrevista com o Dr. Vock, no seu asilo, um edifício cinzento, com grades de ferro nas janelas e um aspecto tenebroso. O Dr. Vock é um homem germânico, alto, de cabelo grisalho e ondulado como uma juba de leão. As suas sobrancelhas unidas sobre o nariz e os olhos penetrantes dão-lhe um ar autoritário e algo selvagem. Na privacidade do seu escritório, o doutor convida os investigadores a sentarem-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;David Fearn está, de momento, numa cela. O jovem parece ter sido acometido por uma psicose de origem desconhecida que despoletou um ataque violento contra o alvo mais próximo, neste caso, Lucy Vock. Apesar dos receios dos investigadores, Vock garante que não pretende vingar-se do jovem. Acima de tudo é um homem de ciência que sabe manter a frieza clínica perante os factos manifestos. Apesar de chorar a morte da sua mulher, Vock dá graças aos seus instintos teutónicos que lhe permitem manter uma certa dignidade calma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vock admite que fugiu da Alemanha quando os nazis subiram ao poder. A sua filosofia não era compatível com o clima político do país. Vock fugiu para Inglaterra onde viveu durante algum tempo, sem dinheiro e posses, na pensão da mãe de David Fearn. Foi aí que conheceu o jovem e desde logo criaram uma sólida amizade que tem sido mantida até ao presente. Ocorre a Vock que se os investigadores estão a investigar o que realmente se passou, se a máquina da Dimensão Y foi de facto a causadora do problema, então Vock pede-lhes que lhe comuniquem os resultados das suas pesquisas. David Fearn pode acreditar no poder da máquina ao ponto de ter sofrido uma qualquer sugestão que tenha despoletado uma psicose. Os pedidos para ver Fearn são recusados, uma vez que o jovem está a ser mantido sob sedativos. Sem qualquer outra questão em mente, os investigadores decidem sair.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Presumindo que talvez o laboratório onde a experiência inicial fora conduzida possa conter alguma informação adicional que lhes seja útil, os investigadores pedem ao Dr. Williams que os deixe examinar a máquina e os diagramas de construção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_Y2.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; FLOAT: left; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_Y2.png" /&gt;&lt;/a&gt;A caminho do laboratório, Robert observa as ruas nebulosas de Londres. As formas das pessoas são quase indistintas. Apenas silhuetas esbatidas contra a cortina cinzenta de nevoeiro. Mas há algo mais... algo... que não deveria estar ali. Robert esforça a vista e começa a ver estranhas formas, a pairar sobre as pessoas. A princípio parecem nuvens mais densas mas cada uma movimenta-se como se por vontade própria. Quando começam a ficar mais distintas, Robert vê que não são nuvens de todo mas coisas semelhantes a bactérias que pairam no ar sobre cada pessoa que caminha nas ruas. &lt;em&gt;Os seus tentáculos controlam as pessoas. &lt;/em&gt;E parecem aperceber-se que estão a ser observadas. Uma das criaturas "obriga" uma das pessoas a uma dança descontrolada como uma marioneta controlada por fios invisíveis. Um som horrível, como um guincho, arranha os ouvidos de Robert... uma &lt;em&gt;gargalhada&lt;/em&gt;! Visivelmente abalado, Robert conta aos seus companheiros o que viu mas nenhum deles consegue ver o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Laboratório do Dr. Williams&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A máquina ainda jaz inerte e inutilizada depois do fiasco inicial. O Dr. Williams tem estado ocupado a tentar reconstruí-la mas só agora se apercebe de quanto dependia o projecto do rapaz. David tinha, segundo as palavras de Williams, uma intuição extaordinária para a ciência e para este projecto em particular. Foi graças ao seu assistente que Williams conseguiu construir a máquina e, sem ele, talvez nunca o venha a fazer de novo, mesmo tendo criado grande parte dos diagramas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao passar os olhos pelos registos do projecto, &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Rebecca&lt;/a&gt; apercebe-se que David foi o responsável pelas encomendas das peças. Nada de extraordinário, já que ele era o assistente de Williams mas estranho é o facto de David ter encomendado cópias adicionais de cada peça. Williams responde que nunca viu as peças adicionais já que o protótipo da experiência é único. Nesse momento, uma premonição de horror toma conta dos investigadores. E se David estivesse a construir a sua própria máquina? As peças adicionais permitiriam construir uma máquina maior e ainda mais sofisticada. Sem transmitir os seus medos a Williams, os investigadores retiram-se do laboratório. Começa a tornar-se imperativo saber onde David escondeu a máquina e se, de facto, o crime de Lucy Vock foi resultado da experiência ou algo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Passado de David Fearn&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Robert&lt;/a&gt; está decidido a chegar ao fundo da questão, particularmente na associação de Fearn com Vock uma vez que é uma imensa coincidência o homicida da mulher de Vock ser o filho da dona da pensão onde Vock ficara após o seu exílio forçado. A pensão da Srª. Fearn fica num bairro de classe média. Uma fileira de casas iguais e cinzentas ergue-se de ambos os lados da rua. Os investigadores aguardam que a Srª. Fearn abra a porta, observando um grupo de crianças a brincar com piões no passeio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A porta abre-se revelando uma senhora baixa e enrugada, envergando um vestido simples com um padrão de flores e uma cara exageradamente maquilhada tentado esconder futilmente as rugas. Uma grossa nuvem de fumo de tabaco envolve os investigadores e uma voz rouca pergunta quem são. A figura dos três e a limusina estacionada em frente do prédio cria na senhora alguma suspeição e antipatia. Para acalmar a animosidade da mulher, &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Clive&lt;/a&gt; sugere aos companheiros que seja ele a falar. A senhora crê que os investigadores vieram procurar qualquer coisa que pudesse incriminar ainda mais o seu filho e, por entre insultos, deixa bem claras as suas opiniões. Mas Clive consegue persuadi-la a deixá-los entrar, assegurando-lhe que apenas querem descobrir provas que exonerem o filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O quarto de dormir de David é um local obsessivamente limpo e organizado. Nada está fora do seu lugar e existem apenas os objectos necessários a uma vida frugal. Aos pés da cama encontra-se uma arca de metal militar onde David guarda parte da sua roupa incluindo o uniforme militar usado em França. Robert não pode deixar de reparar num pormenor à partida inócuo mas que pode ser um vislumbre da alma de David. Por cima da cama, o papel de parede tem uma marca formando a silhueta de uma cruz como se, durante muito tempo, ali tivesse estado pendurado um crucifixo, depois removido. Segundo Battle, David pode ter voltado da guerra com a fé estilhaçada. A sua mãe confirma que depois de voltar, David já não era o mesmo rapaz que ela conhecera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na cave do prédio, na sala da caldeira, os investigadores apercebem-se pela disposição do pó e de marcas de arrastamento que algo de volumoso fora ali guardado. A mãe de David responde que o filho guardava ali grandes caixas mas há alguns dias transportou-as para outro local. Sem dúvida as peças da máquina, pensam os investigadores. Sob um dos pés da caldeira, Battle encontra um papel rasgando. Escrito à mão, parece tratar-se de parte de um diário ou um excerto de um livro, com divagações obscuras e referências ao caos final, Azathoth, que ocupa o centro do universo e que existe numa dimensão contígua à nossa. As referências demasiado esotéricas escapam aos investigadores excepto a Rebeca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Impulso Homicida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse instante, a jovem tem uma epifania. Tudo se conjuga. Em silêncio dirige-se para a saída mas ao começar a subir as escadas para a rua, pára, pesando as consequências do seus actos. Os companheiros interrogam-se sobre o que se passa mas, não querendo alertar a mãe de David, retiram-se da pensão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rebecca conta aos companheiros a sua teoria: o verdadeiro culpado é o dono da galeria que ela costuma frequentar. Ele é um servidor do deus idiota e cego Azathoth que quer causar o fim do mundo, o caos final. Mas como pode ser, interrogam-se os companheiros. Rebecca afirma convicta que o homem entrou à socapa no laboratório do Dr. Williams, na noite antes da experiência, e alterou a máquina para transmitir os seus raios nefastos. O que a máquina faria ou como é que ele entrou no laboratório sem ser visto, ou mesmo qual o seu papel em tudo isto já que nada apontava para ele, Rebecca não sabe explicar, mas naquele instante, na cave da pensão, o impulso dela foi matar o homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por insistência de Rebecca, os investigadores visitam a galeria mas nada se confirma. O dono é um homem simpático, sem qualquer aparente associação ao caso da máquina da Dimensão Y. Robert e Clive acalmam Rebecca e levam-na para sua casa. Mas Rebecca ainda não está convencida. Robert apercebe-se que as visões que têm sofrido controlam de alguma maneira as suas mentes e começam a ficar cada vez mais perigosas. Se os investigadores começam a ficar acometidos por impulsos homicidas, o melhor será prestarem atenção para que nenhum cometa um acto tresloucado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir: Dimensão Y - Parte 4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-6685032034795513416?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/6685032034795513416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=6685032034795513416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6685032034795513416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6685032034795513416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/09/dimensao-y-pt-3.html' title='Dimensão Y - Pt. 3'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/th_ToC_Y2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-1810110680271312565</id><published>2009-08-20T11:35:00.006+01:00</published><updated>2009-09-14T15:26:41.460+01:00</updated><title type='text'>Dimensão Y - Parte 2</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 7 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Investigação do Homicídio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa tarde fria, os três investigadores reunem-se num restaurante em Soho, no West End. Sentados à mesa, os investigadores observam as pessoas na rua que caminham para o seu destino, ignorando os horrores que assombram os investigadores. &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Rebecca&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Clive&lt;/a&gt; souberam, por intermédio de Williams, que &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Robert&lt;/a&gt; estava a investigar a morte de Lucy Vock e decidiram juntar-se-lhe, não obstante a apatia dos restantes presentes na experiência do dia anterior. Trocando notas, Robert e Clive constatam que ambos tiveram sonhos perturbadores cujos pormenores, embora diferentes, são suficiente semelhantes para sugerir uma coincidência perturbadora (ver capítulo 1, Pesadelos Não-Euclidianos).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Robert entra em contacto com o inspector-chefe encarregue do caso (ver capítulo 1, A Morte de Lucy Vock): Alan Fix. Um homem corpulento, ar sisudo e bigode farfalhudo, Fix recebe os investigadores. A verdade é que o caso de David Fearn é bastante simples. Um grupo de pessoas (um casal amigo, os Augé, e uma outra rapariga, June Kenyon) testemunhou o jovem atacar Lucy Vock durante o jantar e matar a senhora com um candelabro. Quando a polícia chegou ao local, alertados pelos gritos da governanta da casa, depararam com a pobre Srª Vock com o crâneo estilhaçado sobre a mesa, os convidados em estado de choque e um David Fearn, salpicado de sangue, ainda de candelabro na mão, balbuciando: o cubo, o cubo! O próprio admitiu não se recordar do evento. Actualmente, Fearn está na prisão mas o Magistrado da Coroa requereu que fosse enviado para o sanatório do Dr. Vock, marido da vítima. Fix parece satisfeito. O assassino no sanatório do marido da vítima! Ele terá o que merece!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os investigadores voltam aos seus afazeres, combinando uma hora posterior, durante a tarde para continuarem a sua investigação. Ao regressar a casa, Robert apercebe-se de um som indistinto que o incomoda. Ganha súbita consciência que este som já o acompanha há algum tempo, mas só agora no silêncio de sua casa se apercebe distintamente da sua presença. O som é cacofónico, como se uma flauta tocando acordes aleatórios. Esforçando-se por ouvir melhor, Robert (que sabe estar sozinho no seu apartamento) começa a reconhecer um padrão caótico e sem harmonia. O investigador questiona a sua sanidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Rebecca&lt;/a&gt; sugerira anteriormente que se reunissem as pessoas presentes na experiência para trocarem impressões. De sua casa, entra em contacto com Eulalie Finch e os Drs. Steber, Sykes e Binder. De todos, apenas o Dr. Binder é incapaz de comparecer por estar ausente num seminário. A reunião é marcada para a noite do dia seguinte em casa de Rebecca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma Amiga Destroçada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;June Kenyon recebe os investigadores no seu luxuoso apartamento. Senhora de uma figura esbelta, loira e de olhos reluzentes, June está desvastada pela morte da sua melhor amiga, ouvindo uma ária de ópera no gramofone que, garante ela, é um bálsamo para os seus nervos. A sua história confirma aquilo que os investigadores já sabem. Fearn fora convidado por Otto Vock, o marido de Lucy. Os restantes foram convidados por Lucy. &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html"&gt;Rebecca&lt;/a&gt; demonstra grande interesse pela relação de Otto com Lucy. Aparentemente, os dois casaram depois de Otto a ter curado de uma grave depressão. Muitos dos amigos de Lucy desaprovaram a relação de ambos e acabaram por se afastar dela. Otto não era um homem de posses, ao passo que Lucy era uma rica herdeira. Ele fugira da Alemanha por qualquer motivo, deixando todas as suas posses, e vivera algum tempo na pensão da mãe de Fearn antes de conhecer Lucy. Mas o casamento não era tão feliz como parecia. Otto era sério e controlador e Lucy gostava de se divertir. Confidenciava à amiga (June) que se sentia sufocada. Mas ultimamente as coisas tinham mudado. Apesar da personalidade de Otto, Lucy tinha outro ar. Se June não a conhecesse, diria que Lucy tinha um caso fora do casamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o dia chegara ao fim, os investigadores decidem prosseguir no dia seguinte. Regressando cada um a sua casa, são atormentados por estranhos pesadelos. Robert vê-se no funeral da mãe de &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/08/npcs-notaveis.html"&gt;Julia Lemon&lt;/a&gt;, a sua secretária. Estão presentes poucas pessoas, de luto, e o nevoeiro cobre o cemitério como uma mortalha. Subitamente, alguém deixa cair o caixão. A tampa descai e Battle apercebe-se do corpo em decomposição da Srª Lemon, devorado por seres semelhantes a bactérias. No seu pesadelo, Ashford visita o filho na prisão que aguarda o dia da sua execução. O rapaz está a um canto virado para a parede da cela escura e lúgubre. Aproximando-se, Ashford chama o filho que não lhe responde. Tocando-lhe no ombro, o rapaz vira-se lentamente, mostrando ao pai as suas mãos em concha nas quais segura bactérias as quais devora e oferece ao pai. Rebecca é também atormentada por pesadelos, desta vez. Algo a compele a ver o quadro recentemente comprado. Desce até à biblioteca e, para seu horror, apercebe-se que o sol é um olho que a observa e pisca penetrando-a até ao âmago da sua alma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 8 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um Pequeno Escândalo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os investigadores visitam as últimas testemunhas do crime, Alicia e Richard Augé. Alicia, em particular, preocupa-se com os danos que o negócio da família possa sofrer se os seus nomes forem associados a um homicídio escandaloso. Os Augé gerem uma grande empresa de cosméticos, Augé Cosmetics, que após o &lt;em&gt;crash &lt;/em&gt;de 29 perdera bastante e quase fechara. Mas Alicia curtou a produção e reorientou a empresa para o mercado de perfumes de luxo, abandonando os clientes das faixas sociais mais baixas. Em poucos anos, a empresa tornou-se líder de mercado e Alicia pretende defender a fortuna da família com unhas e dentes. Enquanto Alicia é uma mulher austera e séria, cujos olhos brilham por detrás dos seus óculos, Richard é um homem elegante, calvo, que irradia sofisticação Continental. Ambos recebem os investigadores no seu apartamento no último andar de um edifício de luxo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alicia e Lucy eram conhecidas desde há muitos anos, sendo os Augé convidados frequentes dos Vock e vice-versa. Ambos confirmam todos os elementos já conhecidos. Fearn matou realmente Lucy com um candelabro após ela ter deixado cair cubos de açúcar sobre ele. A sua opinião do jovem torna-se aparente: "Pior do que vendedor é um vendedor arrogante e auto-didacta." Mas a sua opinião sobre Otto não é muito mais elevada. Segundo eles, Otto convidava Fearn para os jantares apenas para irritar Lucy. Durante a conversa, Robert apercebe-se que Richard se sente extremamente desconfortável com a presença dos investigadores e que, possivelmente, esconde algo. Sem quererem pressionar o homem sob o olhar atento da mulher, decidem retirar-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Reunião&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa noite, os investigadores reunem-se com Eulalie Finch e os Drs. Sykes e Steber para conferenciarem sobre a experiência e os possíveis resultados nefastos. A opinião dos académicas não se alterou. A existência da Dimensão Y ainda . A noite desenrola-se agradavelmente. Depois do jantar os convivas mudam-se para a sala de estar onde o rádio toca uma música agradável. Eulalie, Rebecca, o Dr. Steber e o Dr. Sykes formam um grupo de &lt;em&gt;bridge &lt;/em&gt;e jogam pela noite dentro. Até então, Clive e Robert conversavam nas poltronas diante da lareira quando Clive dá um pulo. Trémulo, aponta para um objecto diante de si numa mesa. Os restantes seguem o seu gesto. É uma cópia d'&lt;em&gt;O Monte dos Vendavais&lt;/em&gt; que repousa aberto na mesa. Clive toca no livro e, hesitantemente, levanta-o. Mais ninguém parece ver o que ele vê. Ashford balbucia que o livro tem cinco lados. Perante o olhar incrédulo dos convidados, Rebecca dá o encontro por encerrado. Os Drs. Sykes e Steber comentam algo sobre o "pobre tipo não aguentar o seu álcool" e retiram-se acompanhados por Eulalie Finch.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já os investigadores se recompuseram. Robert e Clive regressam a casa. Rebecca prepara-se para dormir quando algo lhe atrai a atenção no exterior da casa. Dirige-se à varanda, abre as portas. Não se vê vivalma e as ruas estão calmas. O céu estrelado e negro é como um manto sobre a capital do Império. Mas... algo... parece não estar bem. A lua, inchada e amarela, lança um luar doentio. É então que Rebecca se apercebe que a lua é um olho que a observa e pisca, penetrando-a até ao âmago da sua alma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;9 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De manhã, Clive dirige-se à sua loja de antiguidades. O dia está particularmente frio e as pessoas como que se arrastam no nevoeiro Londrino. Mas Clive parece sentir algo mais. Desde que saiu de casa, não consegue livrar-se da sensação de estar a ser observado. Diante da porta da sua loja, olha em volta, mas a "presença" parece ser mais omnipresente e poderosa que meros olhos humanos. Olhando para cima, e esforçando a vista, Clive depressa compreende porquê. Apesar de invisível por detrás do grosso nevoeiro, Clive sabe que o sol é um olho gigantesco que o observa impediosamente. Arrepiado refugia-se dentro da loja onde é recebido pelo seu empregado, Robert.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recompondo-se Clive prepara-se para mais um dia. Sobre o balcão está a edição matutina do &lt;em&gt;The Daily Mail.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Considerando que talvez uma leitura rápida o possa distrair e desanuviar a mente, Clive folheia as páginas do jornal até deparar com uma notícia surpreendente: o Dr. Alfred Sykes matara a sua esposa no dia anterior após regressar a casa da reunião!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A seguir: Dimensão Y - &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/09/dimensao-y-pt-3.html"&gt;Capítulo 3&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-1810110680271312565?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/1810110680271312565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=1810110680271312565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/1810110680271312565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/1810110680271312565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/07/dimensao-y-parte-2.html' title='Dimensão Y - Parte 2'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-4215234060483482410</id><published>2009-08-19T15:32:00.017+01:00</published><updated>2010-03-01T16:31:29.525Z</updated><title type='text'>NPCs Recorrentes</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Alan Fix:&lt;/strong&gt; Inspector da Scotland Yard. Homem taciturno e sério, pouco dado a voos da imaginação. Cruzou-se com os investigadores pela primeira vez no caso da &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dimensao-y-parte-1.html"&gt;Dimensão Y&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;David Milner:&lt;/strong&gt; Foi subalterno de Robert Battle quando este pertenceu à Scotland Yard. Mais tarde foi promovido a Inspector, cargo que actualmente ainda ocupa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Julia Lemon:&lt;/strong&gt; Secretária pessoal de Robert Battle.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Conde Miklós Dvorak:&lt;/strong&gt; De origem Húngara, um homem idoso, confinado a uma cadeira de rodas, com uma saúde débil e figura frágil acentuada pela grande barba grisalha e profundas rugas. O conde pouco fala sobre o seu passado mas sabe-se que, em 1927, esteve envolvido numa expedição arqueológica no Iraque com o seu amigo Musgrave e que algo aconteceu, deixando-o debilitado. Para todos os efeitos, o conde é um milionário excêntrico que decidiu não ficar de braços cruzados e lutar contra os horrores que se escondeu por detrás do véu da realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sir Reginald Musgrave:&lt;/strong&gt; Oficial do exército, na reserva. Veste impecavelmente roupas da mais alta qualidade e comporta-se de maneira formal. Amigo pessoal do conde Dvorak, esteve com ele na expedição arqueológica no Iraque mas mantém silêncio sobre o assunto. É a pessoa com quem os investigadores têm mais contacto. Conheceu os investigadores Robert, Clive e Rebecca durante o estranho caso da Dimensão Y no qual investigou a morte de um amigo seu directamente relacionada com experiência científica testemunhada pelos investigadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-4215234060483482410?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/4215234060483482410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=4215234060483482410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4215234060483482410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/4215234060483482410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/08/npcs-notaveis.html' title='NPCs Recorrentes'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-3916442393835331508</id><published>2009-06-29T01:12:00.033+01:00</published><updated>2009-09-14T14:28:18.139+01:00</updated><title type='text'>Dimensão Y - Parte 1</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Local: &lt;/strong&gt;Londres&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Investigadores:&lt;/strong&gt; Clive Ashford, Rebecca Holmes, Robert Battle&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 6 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O Convite&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada um dos investigadores recebe, por correio, um convite do Dr. Polton Williams, cientista, convidando-os para uma experiência científica no seu laboratório para revelar a existência de uma até então desconhecida dimensão: a Dimensão Y.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recapitulando os eventos dos últimos dias, o convite não foi de todo inesperado. Battle, antigo Inspector da Scotland Yard, tinha falado com um amigo seu, ainda no activo das forças policiais de Londres, George Pierce, que tinha sido contactado pelo Dr. Williams com vista a provar que a Dimensão Y seria útil no combate ao crime. Como o Inspector Pierce se revelara bastante incrédulo em relação a uma experiência que roçava a ficção científica, pediu a Battle que participasse na experiência. Se não fossem obtidos resultados, as forças policiais manteriam a sua credibilidade.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já Rebecca é uma das patrocinadoras do projecto e, como tal, tem todo o direito a assistir aos frutos do trabalho do Dr. Williams. No último mês, o Dr. Williams, acérrimo amante de história e antiguidades, tinha visitado com bastante frequência a loja de Clive. Nada melhor que um antiquário para provar a validade da Dimensão Y como estudo do passado longínquo e da revelação de mistérios há muito insondáveis. Mas o que era ao certo a Dimensão Y? Naquela tarde fria de 6 de Fevereiro de 1935, os Investigadores estavam prestes a descobrir.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Experiência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao final da tarde, quando o sol já desaparecia no horizonte e as sombras se alongavam, os Investigadores chegam ao laboratório do Dr. Williams, um antigo observatório de pequenas dimensões, recentemente renovado e adaptado, com uma ala nova que serve de aposentos ao Dr. Williams e à sua esposa. Os investigadores são recebidos num ambiente relativamente informal. Williams demonstra um estado de agitação e nervosismo que sugere grande ansiedade em relação à experiência, de tal modo que se esquece de fazer as apresentações.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sala de estar, onde foi montada uma mesa com aperitivos e bebidas, um grupo reservado de pessoas reune-se para testemunhar, pela primeira vez, os resultados das experiências do Dr. Williams. Para além dos investigadores, aceitaram o convite o Dr. Harold Binder, o Dr. Alfred Sykes, o Dr. Robert Steber e Lady Eulalie Finch que Rebecca reconhece de imediato como uma figura da alta sociedade e filantropa, sem dúvida a fonte financeira do Dr. Williams, tal como Rebecca. Elle, a esposa do Dr. Williams, serve canapés, a simpatia em pessoa, em contraste com o marido, reservado e nervoso. Battle sempre atento, observa os presentes, enquanto fuma o seu cachimbo. Acha Rebecca demasiado extrovertida. A rapariga apresenta-se aos presentes, demonstrando grande curiosidade em relação à presença deles ali.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_Y1.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; FLOAT: left; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/ToC_Y1.png" /&gt;&lt;/a&gt;Por fim, o Dr. Williams conduz os presentes através de uma porta, e uma escada até a uma cave de betão. No extremo oposto ao da porta, Williams montou um conjunto de equipamento electrónico, cujo componente central é um grande dispositivo semelhante a um projector de cinema. Antes do início da experiência, Williams apresenta o seu discurso onde exalta as vantagens da Dimensão Y que, segundo ele, é uma dimensão paralela criada pelas radiações emitidas pelo cérebro humano, onde os pensamentos e sonhos são cristalizados. Graças à Dimensão Y, as autoridades poderão ver as memórias das vítimas de crimes, os historiadores poderão ver as memórias de figuras histórias como Napoleão ou Júlio César e os alienistas (psiquiatras) poderão ver os sonhos dos seus pacientes. No final do discurso, Williams faz um gesto para que o seu assistente, David Fearn, ligue a máquina.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;O som do equipamento aumenta gradualmente. Os pistões entram em funcionamento, arcos de electricidade saltam nas antenas e as engrenagens da máquina começam a rodar. A lente central da máquina projecta uma luz espectral para o centro da cave. Inesperadamente, algo começa a formar-se na extremidade da projecção, uma figura que se move, como uma imagem de cinema mas com profundidade. Para espanto de todos (excepto de Williams), as figuras tornam-se mais nítidas, estranhas formas biológicas movendo-se como bactérias sob um microscópio, mas a três dimensões. Depois, surge uma nova forma: um cubo brilhante e maravilhoso. E, no entanto, há algo de errado com o cubo: &lt;em&gt;tem cinco lados&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;O incómodo entre os presentes é notório. Lady Finch tem que ser segurada por um braço. Nesse instante, ouve-se uma explosão e a máquina desliga-se, envolta numa grande nuvem de fumo. O equipamento desliga-se. Constrangidos, Williams e o assistente examinam a máquina. Não há nada a fazer, o equipamento sofreu uma sobrecarga. Com o seu habitual nervosismo, Williams tenta assegurar que foi apenas um precalço e que, logo após a reparação da máquina, poderá demonstrar as aplicações prácticas da Dimensão Y. A sua grande preocupação é o golpe para a sua reputação visto que os académicos presentes confirmariam a validade das suas experiências. Embora a experiência não tenha sido bem sucedida, Rebecca garante a Williams que continuará a investir no projecto. Os presentes são levados até à saída por um Williams desiludido e nervoso. Cada investigador regressa à sua vida pessoal, inconscientes para o horror que se avizinha.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pesadelos Não-euclidianos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite de Battle e Ashford é agitada. O detective privado sonha que a sua secretária, Miss Lemon lhe pede para tirar um dia de folga para visitar a mãe no lar mas Battle recusa. A rapariga então recebe uma terrível notícia por telefone. A mãe foi executada pelos enfermeiros do lar por não ter recebido a visita da sua filha. Battle acorda extremamente agitado. Ashford sonha que está atrasado para os anos do filho. Ao chegar a casa da ex-mulher, depara com o filho a ser levado por dois polícias para ser executado, já que o pai faltou à sua festa de aniversário. Os dois investigadores acordam de manhã com suores frios e uma noite mal dormida. Rebecca, por seu lado, tem um sono agitado por pesadelos dos quais apenas se recorda de imagens indistintas de bactérias a flutuar no ar em redor de um cubo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Data: 7 de Fevereiro de 1935&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Morte de Lucy Vock&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte, Battle recebe um telefonema deveras surpreendente. Williams lera no The Times dessa manhã a notícia sobre o homicídio de uma senhora da alta sociedade, Lucille Vock, morta pelo seu assistente David Fearn, que estivera presente durante a experiência. Preocupado pelas repercursões que o caso possa trazer em relação à máquina, Williams pede a Battle que investigue o caso para determinar se o homicídio foi, de algum modo, influenciado pela experiência do dia anterior. Ao desligar, Williams liga a todos os participantes da experiência para garantir que o caso está a ser resolvido e que não há motivo para preocupações. Mas os investigadores, curiosos por natureza, decidem investigar a fundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Verdadeiro Culpado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Battle visita David na prisão, graças a um amigo na Scotland Yard. O jovem, alto e magro, de orelhas protuberantes, em mangas de camisa, tem um ar agitado e assustado. O detective tem alguma dificuldade em seguir a linha de raciocínio de David. Abertamente, David acusa a máquina do Dr. Williams de o ter levado a tal estado de loucura durante o jantar da noite anterior. Desde a experiência, admite David, a imagem do cubo tem-no atormentado. Ele diz não se recordar do que aconteceu. Num momento estava a jantar com os convidas, no momento seguinte, estava coberto de sangue, com um candelabro de prata ensaguentado e a pobre Lucy Vock debruçada sobre a mesa com o crâneo aberto. Interrogado por Battle quanto à razão da sua presença no jantar, sendo David obviamente de um estatudo social diferente dos restantes convivas, Davi responde que é amigo pessoal do Dr. Otto Vock, marido de Lucy Vock. Otto, um reputado alienista, saira da Alemanha para fugir ao regime Nazi e, antes de casar com Lucy, vivera algum tempo na pensão da mãe de David, sem posses, enquanto reconstruia a sua vida. Mais uma vez, David roga a Battle que investigue a máquina e a experiência do dia anterior. Algo se passou naquela cave e todos os presentes sentirão mais cedo ou mais tarde os efeitos. Não conseguindo evitar um arrepio, principalmente depois dos pesadelos da noite passada, Battle sai da prisão. Londres parece-lhe fria e escura.&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Seguir: &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/07/dimensao-y-parte-2.html"&gt;Dimensão Y - Parte 2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-3916442393835331508?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/3916442393835331508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=3916442393835331508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/3916442393835331508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/3916442393835331508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dimensao-y-parte-1.html' title='Dimensão Y - Parte 1'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i2.photobucket.com/albums/y46/Dwarin/ToC/th_ToC_Y1.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-6849035387540414438</id><published>2009-06-27T23:34:00.009+01:00</published><updated>2009-09-18T14:58:09.648+01:00</updated><title type='text'>Dramatis Personae</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Robert Battle&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antigo Inspector da Scotland Yard, Battle enveredou pela investigação privada após a morte da mulher. Homem cinquentão, vive sozinho em Smithfield, um bairro na Cidade de Londres. Na sua casa, que também serve de consultório de investigação, recebe os clientes, auxiliado pela sua secretária pessoal, Miss Lemon.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades de investigação: Assess Honesty 2, Astronomy 1, Cop Talk 2, Credit Rating 4, Cryptography 2, Evidence Collection 2, Forensics 2, Interrogation1, Intimidation 2, Law 2, Outdoorsman 2, Pharmacy 2, Reassurance 2&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades Gerais: Firearms 14, Fleeing 14, Health 14, Prepardness 13, Sanity 12, Stability 12, Sense Trouble 7, Shadowing 10&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Rebecca Holmes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Herdeira de uma vasta fortuna quando os seus pais morreram num acidente de iate ao largo da costa da Cornualha, descendente de uma das mais antigas família da Grã-Bretanha, Rebecca vive sozinha na sua mansão Vitoriana acompanhada somente pela criadagem. Amante de arte, é frequentadora habitual de galerias e leilões. Por vezes, patrocina também algumas experiências científicas como no caso notável de Polton Williams. O seu único parente conhecido é Sir Richard Windham Holmes, reconhecido explorador e aventureiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades de investigação: Accounting 2, Archaeology 2, Art 12, Art History 2, Bargain 1, Credit Rating 7, Flattery 2, History 2, Languages 1, Library Use 2, Occult 2, Oral History 1, Outdoorsman 1, Photography 1, Reassurance 1 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades Gerais: Athletics 12, Driving 7, Firearms 10, Health 10, Preparedness 10, Sanity 12, Stability 10&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Clive Ashford&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até 1933, Clive vivia feliz com a sua mulher, Elizabeth, e o seu filho, Amos, de 7 anos. Uma noite deitou-se na cama e adormeceu ao lado da mulher e quando acordou, na mesma casa, constatou que estava sozinho. Para seu choque, veio a saber que o ano era 1935, que a sua mulher e filho o tinham deixado e que não se recordava de nada dos últimos 2 anos. Actualmente, consulta um alienista no centro de Londres para tentar reavivar a memória e tem uma loja de antiguidades onde trabalha um ajudante jovem, Robert.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades de investigação: Architecture 2, Art History 4, Assess Honesty 2, Bargain 4, Bureaucracy 2, Chemistry 1, Credit Rating 2, History 2, Languages 4, Law 2, Library Use 2, Locksmith 2, Streetwise 2&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capacidades Gerais: Athletics 10, Health 14, Mechanical Repair 7, Sanity 12, Stability 12, Stealth 4, Scuffling 8, Sense Trouble 8&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-6849035387540414438?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/6849035387540414438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=6849035387540414438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6849035387540414438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/6849035387540414438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/dramatis-personae.html' title='Dramatis Personae'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-5515586355590860092</id><published>2009-06-23T14:32:00.002+01:00</published><updated>2009-06-23T14:35:37.744+01:00</updated><title type='text'>Novas Ocupações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Private Detective (Detective Privado)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O detective Inglês é ligeiramente diferente do seu semelhante Americano. É uma criatura mais cerebral e menos física, mais conhecedor dos meandros da lei e que se deleita na descoberta e associação de pistas e na interacção com NPCs. As seguintes alterações aplicam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assess Honesty, Cop Talk, Disguise, Evidence Collection, Firearms, Law, Library Use, Reassurance, Shadowing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Credit Rating: 3-5&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-5515586355590860092?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/5515586355590860092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=5515586355590860092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5515586355590860092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/5515586355590860092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/novas-ocupacoes.html' title='Novas Ocupações'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-2862667236233667773</id><published>2009-06-23T14:21:00.011+01:00</published><updated>2009-09-18T15:08:42.793+01:00</updated><title type='text'>Novas Regras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;PULP ou PURISTA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As seguintes regras Pulp &lt;u&gt;não são&lt;/u&gt; usadas (em Inglês para maior simplicidade):&lt;br /&gt;Exploding Cars (pág. 68)&lt;br /&gt;Hard Boiled Detective (pág. 18)&lt;br /&gt;Mooks (com excepções) (pág. 61)&lt;br /&gt;NPCs die at 0 Health (pág. 63)&lt;br /&gt;Sources of Stability (pág. 48, 81)&lt;br /&gt;Two-Handed Pistol Use (pág. 42)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seguintes regras Puristas &lt;u&gt;não são&lt;/u&gt; usadas:&lt;br /&gt;All Creatures are Mythos (pág. 155)&lt;br /&gt;Ammo Use (pág. 66)&lt;br /&gt;Big Reveal (pág. 76)&lt;br /&gt;Clergy and Psychoanalysis (pág. 13)&lt;br /&gt;Fainting (pág. 75)&lt;br /&gt;First Aid Restrictions (pág. 63)&lt;br /&gt;Mythos Required (pág. 196)&lt;br /&gt;Never Reveal Difficulty (com excepções) (pág. 57)&lt;br /&gt;No Advancement (pág. 82)&lt;br /&gt;No Sanity Recovery (pág. 81)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;You Can’t Win (pág. 193)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CONTACTOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar dos membros da Ordo Veritatis agirem em pequenos grupos para manterem um perfil discreto, tiram partido de uma grande rede de conhecimentos acumulada ao longo dos anos. Assim, em qualquer altura da aventura, um Investigador pode entrar em contacto com a Ordo Veritatis em Londres (por telegrama, carta, telefone ou outro método lógico) e obter, se possível, a resposta a uma questão que envolva uma Academic Ability que o grupo não possua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-2862667236233667773?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/2862667236233667773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=2862667236233667773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/2862667236233667773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/2862667236233667773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/novas-regras.html' title='Novas Regras'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-756997610803959338.post-2128210277902652526</id><published>2009-06-23T13:58:00.014+01:00</published><updated>2009-09-22T15:29:48.598+01:00</updated><title type='text'>Sumário da Campanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao longo dos séculos, a Humanidade tem sido mantida na ignorância relativamente à existência do Mythos. Raros são aqueles que confrontam estas forças e mais raros ainda são aqueles que conseguem juntar "as peças de conhecimento desassociadas para ter uma visão global das coisas." Para investigar os casos para os quais as autoridades não estão preparadas, foi formado um grupo informal de investigadores constituído por aqueles cuja consciência para esta verdade inefável e universal foi despertada, um punhado de homens e mulheres que sabem o que se esconde por detrás do véu da realidade. Informalmente, este grupo auto-denomina-se Ordo Veritatis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SETTING&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A campanha pressupõe uma estrutura episódica com Londres como o centro e NPCs recorrentes. Tem início no Inverno de 1935 e pode ocorrer em qualquer ponto do mundo, mas principalmente na Europa e Inglaterra. Numa aventura, os investigadores podem encontrar-se nas Terras Altas da Escócia ou nos pântanos de Dartmoor, noutra aventura podem viajar pelos Cárpatos, no coração de África ou visitar uma escavação arqueológica no Egipto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ESTILO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com ênfase em aventuras fora das terras de Sua Majestade e com elementos pulp, os investigadores podem ter pequenas vitórias contra o Mythos.&lt;em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;O ambiente não é tão niilista como em modo estritamente Purista e os Investigadores saberão que as suas vitórias mantêm as garras do Mythos longe da Humidade, nem que seja temporariamente (ver &lt;a href="http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/novas-regras.html"&gt;Novas Regras&lt;/a&gt;). Para este estilo de campanha, os Investigadores não devem ter família mais chegada para evitar laços emocionais que os impediriam de viajar até ao estrangeiro, por vezes durante longos períodos de tempo. Não são usadas &lt;em&gt;Fontes de Estabilidade (Sources of Stability).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;INVESTIGADORES&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Investigadores foram contactados pelo Conde Dvorak para fazerem parte da Ordo Veritatis. Criminal e Hobo estão ambos excluídos como Ocupações dos investigadores. A Ordo Veritatis não tem hierarquias ou escalões. É apenas um grupo informal de pessoas com os mesmos nobres objectivos: lutar contra o Mythos. Actuam em pequenos grupos, trocando informações entre os membros e tentando acumular o maior conhecimento possível das forças que enfrentam. Apesar de tudo, o Conde Dvorak, Paul Finlay e Reginal Musgrave são considerados a massa crítica da Ordo Veritatis, tendo criado uma verdadeira rede de contactos em todo o mundo que pode ajudar os investigadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/756997610803959338-2128210277902652526?l=tocrpg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tocrpg.blogspot.com/feeds/2128210277902652526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=756997610803959338&amp;postID=2128210277902652526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/2128210277902652526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/756997610803959338/posts/default/2128210277902652526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tocrpg.blogspot.com/2009/06/sumario-da-campanha.html' title='Sumário da Campanha'/><author><name>Dwarin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03426923162016945320</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_T23FGTy18XM/SW3jACEIOII/AAAAAAAAAAo/Jcc6cFN8GW4/S220/The_Eye.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
